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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

‘O povo quer debater o modelo de segurança pública do Brasil’

 

ESCRITO POR GABRIEL BRITO E LEANDRO IAMIN, DA REDAÇÃO

POR: CORREIO DA CIDADANIA

250xNx041213_segurancapublica.jpg.pagespeed.ic.QOrC7Fl83KO ano em que o povo brasileiro colocou fim à apatia política com a qual sempre foi caracterizado vai chegando ao fim, mas os debates em torno da eclosão popular e das pautas políticas semeadas em junho continuam com bastante fôlego. Uma delas, sem dúvida, é a volta da discussão a respeito da desmilitarização das polícias, além de uma alteração em sua doutrina de segurança pública, herdada da ditadura.

Em entrevista ao Correio da Cidadania, o ativista dos direitos humanos Givanildo Manoel defende a abertura do Estado brasileiro a tal debate, que ele lembra ter sido sufocado em nossa “falsa transição democrática”. Falsa porque se permitiu a parlamentares biônicos participarem da elaboração da Constituição de 1988, o que garantiu a manutenção de tal concepção de segurança e sua lógica de ‘inimigo interno’. “Ao limitar a concepção de segurança pública à polícia, cometemos um erro absurdo. A segurança se dá em diversas dimensões”, afirma Givanildo.

Um dos idealizadores dos recentes Comitês pela Desmilitarização da Polícia e da Política, Giva destaca que as manifestações de junho deixaram notório a quem serve o atual aparato repressor, e muito violento, do Estado brasileiro. Dessa forma, procura mostrar como nossa própria sociedade e sua compreensão de problemas políticos e sociais já são, em si, “militarizadas”.

“Não é possível ter uma política de segurança pública que tenha como centralidade a defesa do patrimônio. Não é possível ter uma polícia militar que tem de respeitar mais a hierarquia do que a lei. Não é possível ter os tribunais especiais para julgar policiais que cometem crimes. Não é possível que se tenha uma polícia militar que tenha treinamentos de guerra. Não é possível que a gente tenha uma doutrina de segurança nazista, que nasceu na Alemanha nazista mesmo: a doutrina do inimigo interno”, enumera.

Como o Estado brasileiro, através de todas as suas esferas de governo, ainda não ofereceu resposta alguma às reivindicações de junho, Givanildo considera o debate urgente.  Temos tudo para ver ainda mais violência pelas ruas em ano da Copa do Mundo e das eleições gerais.

A entrevista completa com Givanildo Manoel, mais uma realizada em conjunto com a webrádio Central3, pode ser lida a seguir.

Correio da Cidadania: Em primeiro lugar, por que, em sua opinião, a pauta da desmilitarização das polícias ganhou tanta força neste ano, visto que os atuais índices de violência policial são similares aos últimos 20 ou 30 anos?

Givanildo Manoel: No Brasil, a violência está escondida e consentida, porque todo mundo sabia que ocorria. Acabou extrapolando nas insurgências de junho, quando a violência policial tomou as ruas de São Paulo de uma forma inegável e explícita. E, principalmente, porque atingiu trabalhadores dos meios de comunicação, o que acabou voltando a atenção para um processo de violência que já ocorre com muita intensidade nas periferias de São Paulo e do Brasil.

Hoje, as periferias são atacadas permanentemente. Existem toques de recolher em diversos bairros de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e outras cidades do Brasil. É uma situação que, para a população mais pobre, a classe trabalhadora mais pauperizada que mora nas periferias, já faz parte do cotidiano.

Agora, o fator junho desencadeou todo o debate em torno da política de segurança pública, implantada aqui no Brasil já há muitos anos, anteriormente à ditadura. No pós-ditadura, tal política de segurança recrudesceu e agudizou-se muito mais do que em outros períodos.

Correio da Cidadania: Muita gente pensa que a pauta trata simplesmente de abolir a polícia. Você pode explicar que tipo de polícia e também de política de segurança pública poderia substituir a polícia armada pelas ruas?

Givanildo Manoel: É uma questão muito importante. Porque o debate é muito maior do que só a corporação policial. Tanto que a campanha nacional é “Desmilitarizar a Polícia”, mas também, “a Política”. E penso ser uma questão importante.

Outra coisa é que não estamos discutindo a polícia. Estamos discutindo segurança pública, e temos de discutir qual concepção de segurança pública vivemos. Ao limitar a concepção de segurança pública à polícia, cometemos um erro absurdo.

A segurança se dá em diversas dimensões. Por exemplo, uma rua iluminada cria sensação de segurança para os moradores daquela rua e daquela região. Saúde de qualidade é também um aspecto que garante a segurança. Educação de qualidade, política de lazer, política de esporte, política cultural, política habitacional, tudo isso, faz parte da política de segurança. E aí entra a discussão – a possibilidade, se entendermos como necessária – de se terem agentes públicos para garantir a segurança.

As insurgências de junho colocaram um dilema que eu acho muito importante entender: a população brasileira foi à rua para dizer que a institucionalidade está questionada. Falou de questões estruturais. A população saiu às ruas dizendo que quer mais democracia e não menos democracia. É necessário romper com a prática de decisões de cima para baixo, porque as ruas esperam, a população brasileira disse isso.

Assim, é óbvio que acreditamos em um determinado modelo de segurança pública. Agora, a importância da campanha se dá exatamente porque queremos colocar o debate na mesa, para que a população, a classe trabalhadora, o povo brasileiro, possam debater qual modelo de segurança pública considera mais adequado.

Nós já sabemos, por exemplo, que a atual limitação do olhar sobre a segurança pública está sendo repudiada pela população brasileira. Mais de 70% da população disse não confiar na polícia. Logo, esse modelo de polícia não pode mais existir. E tal modelo de polícia é assim porque garante uma questão importante, a respeito de nossa síntese do debate: a política. Porque o atual modelo de segurança pública está servindo aos interesses políticos, não está servindo aos interesses da população. Senão, a sensação de insegurança e desconfiança em relação à ação do órgão público não existiria.

A grande questão é exatamente essa: temos de debater coletivamente qual tipo de segurança pública queremos no Brasil.

Correio da Cidadania: Como estão se dando essas articulações? Os movimentos envolvidos têm conseguido criar uma rede extensa de movimentos, grupos e ativistas dispostos a lutar por isso?

Givanildo Manoel: Neste momento, estamos com comitês em oito estados do Brasil e há mais dez estados que estão montando seus comitês também. E ainda tem diversos setores que estão compondo seus próprios comitês.

Aqui em São Paulo, estamos num processo de montar comitês não só nas regiões centrais, mas nas regiões periféricas e no interior do estado de São Paulo, a exemplo de São Carlos, Campinas, Atibaia... Iniciamos um debate em Jundiaí, Itupeva, Bragança Paulista, Franca, Barretos... Todas essas regiões estão receptivas ao debate.

O debate está aberto e é bem aceito. Porque as pessoas estão refletindo o que é exatamente segurança pública e seu debate. Tal discussão foi impedida na Constituição de 1988, uma Constituição que era uma não-Constituição na verdade. Esse tema da polícia militar não avançou e a concepção de polícia na Constituição de 1988 foi definida da mesma maneira que em 1969, após o AI5.

Em 1968, teve o AI5; em 1969, essa compreensão da polícia como força auxiliar do exército permaneceu e não foi rompida. E após a derrota na Constituição de 1988, a respeito de uma mudança na política da polícia militar, o que aconteceu foi que os ativistas de direitos humanos passaram a debater o tema apenas com sua militância.

Agora, com tudo o que aconteceu no Brasil no último período, o país todo quer debater a política de segurança pública, sendo pertinente uma segurança pública efetiva. Porque não é possível ter uma política de segurança pública que tenha como centralidade a defesa do patrimônio. Não é possível ter uma polícia militar que tem de respeitar mais a hierarquia do que a lei. Não é possível ter os tribunais especiais para julgar policiais que cometem crimes. Não é possível que se tenha uma polícia militar que tenha treinamentos de guerra. Não é possível que a gente tenha uma doutrina de segurança nazista, que nasceu na Alemanha nazista mesmo: a doutrina do inimigo interno. Aqui, é a doutrina que prende, encarcera, mata, principalmente a juventude pobre, negra, descendente indígena e periférica. Não é possível que a gente sustente ainda mais este tipo de coisa, pois tal situação leva, por exemplo, a mais de 50 mil mortes por ano no país. Leva o Brasil a ser o quarto país que mais encarcera no mundo, sendo a maioria jovem, pobre, negra, periférica e descendente indígena.

Essa é a situação lamentável sustentada, principalmente, pelos meios de comunicação, que espalham terror, até a gente abrir mão da nossa liberdade em nome de uma segurança que nunca vem. Porque segurança pública não é o que está colocado aí. Segurança pública é o que eu falei: saúde, educação, moradia, política de lazer, política cultural, esporte. Isso que é segurança pública. Não é aquilo que os meios de comunicação dominantes têm mostrado. Eles preferem nos aterrorizar, para abrirmos mão da nossa liberdade em nome de uma falsa segurança pública.

Correio da Cidadania: Você já enxerga alguns avanços na diminuição da barbárie das ações policiais, com a retirada de algumas prerrogativas que antes cabiam aos PMs, a exemplo da questão do laudo de resistência seguida de morte e do atendimento aos feridos em ocorrências?

Givanildo Manoel: Não. Porque o Estado tem criado saídas para que a polícia continue sendo violenta. Criar batalhões especiais para contenção de manifestações é uma forma de burlar isso.

A jornalista Tatiana Merlino fez, meses atrás, uma matéria que falou dos esquadrões da morte dos batalhões e do que está sendo feito em relação aos esquadrões da morte em todos os batalhões da polícia – por exemplo, no estado de São Paulo.

A gente sabe que existem os “toucas-ninja”, e não tem sido feito absolutamente nada contra os toucas-ninja. Todo mundo sabe quem são. Há uma série de questões que, do ponto de vista legal, o Estado já permite serem burladas. O Estado quer fazer a contenção da classe trabalhadora, principalmente da juventude trabalhadora.

É superimportante o fim do auto de resistência. É importante que a polícia não faça o socorro, porque esse tipo de situação, de forma escancarada, leva a mais violência. Leva à morte de mais gente. Mas existem outras formas de manter a política violenta que o Estado tem estimulado ao longo do tempo.

Acredito que o tal estímulo começou principalmente em São Paulo, no governo Geraldo Alckmin, mas também a partir da segunda eleição do presidente Lula, que deu centralidade à política de segurança pública. Essa falsa política de segurança pública, que fala da contenção, da repressão pesada da polícia, principalmente nos bairros pobres e periféricos. Ao mesmo tempo, a ação social nunca chega, apenas a repressão policial.

O poder público não tem respondido efetivamente à necessidade de uma política de segurança pública. Assim, nós precisamos dizer que política de segurança pública não é polícia armada e só. É muito mais. E a polícia tem de ter o controle direto da população, coisa que o Estado brasileiro não permite em nenhum grau.

O grande exemplo foi a conferência de segurança pública, que tinha três terços de representantes da segurança pública e um terço de representantes de movimentos, ONGs etc.

Ou seja, existe uma inversão da lógica do que é o Estado. O poder instituinte é a população e o poder instituído é o Estado. O poder mais importante é o instituinte, o povo. O Estado se nega a ser controlado, mas o contrário é verdadeiro. O Estado quer controlar o povo. É a questão que está posta. E vai controlar o povo como? Vai controlar o povo a partir da repressão policial de Estado militarizado, como acontece no Brasil.

Correio da Cidadania: Acredita que esse debate avançará socialmente no plano imediato? O que você espera para os próximos tempos, tanto em termos de manifestações populares como de repressão estatal?

Givanildo Manoel: A ampliação do debate já ocorre, todos os grupos estão assumindo a pauta. Tivemos a marcha da consciência negra e um dos temas centrais era a desmilitarização. Tanto nas marchas do centro como nas da periferia o tema central era a desmilitarização. Isso já avançou no Brasil. O povo quer debater o modelo de segurança pública.

No entanto, do ponto de vista da institucionalidade, infelizmente não temos muita certeza se irá acontecer, mas é importante para o ano que vem, um ano de muito debate político. É importante essa pauta entrar pesadamente, é importante que a desmilitarização seja uma pauta nas eleições de 2014.

Eu acredito que o assunto será pautado. Mas infelizmente temos de ter claro, também, que tal debate deveria ter se dado no processo de abertura democrática. Infelizmente, como o que aconteceu não foi a abertura democrática, mas uma farsa, a exemplo da Constituição, com senadores biônicos da ditadura, não eleitos, participando de sua elaboração, temos de ampliar o debate, tanto em espaços onde já temos entrada como em outros espaços que vamos construindo, para que possamos efetivamente superar esse grande entulho da ditadura militar, que impede a consolidação da democracia no Brasil. No último período, ficou muito claro, através do aparato policial usado nas manifestações pelo país todo.

Eu acredito que a mobilização será permanente e acredito que o Estado e os políticos reajam ao debate, porque a população já disse: “nós não confiamos. Nós não queremos a política que está aí. É necessário outro modelo de segurança pública”. O atual modelo nos foi imposto, faz com que a juventude, principalmente a que eu já caracterizei (a preta, pobre, periférica e descendente indígena), sofra permanentemente a ação de um Estado autoritário, que não garante as condições de sobrevivência da população e distribui desigualmente o orçamento público. Para as pessoas que citei aqui, o Estado oferece duas políticas muito claras: prisão ou caixão.

Ouça aqui o áudio do programa

Gabriel Brito e Leandro Iamin são jornalistas.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Randolfe Rodrigues fala sobre sua candidatura à Presidência da República pelo PSOL

Por maioria de votos, os delegados e as delegadas presentes no 4º Congresso Nacional do PSOL, que aconteceu de 29 de novembro a 1º de dezembro, escolheram o senador do Amapá Reandolfe Rodrigues para representar o partido na eleição presidencial de 2014. De acordo com o candidato, o PSOL pretende, durante a campanha de 2014, pautar as questões importantes para o conjunto da população e que foram expressadas nas manifestações realizadas no mês de junho.

Luiz Araújo é o novo Presidente do PSOL

Luis Araujo Presidente do PSOL

Luiz Araújo é o novo Presidente do PSOL

Professor da Universidade de Brasília (UnB) e assessor no mandato do senador Randolfe Rodrigues, Luiz Araújo afirma que a nova direção do PSOL tem o desafio de construir um programa para 2014 bem participativo, ouvindo não somente os filiados do PSOL, mas também os setores que foram às ruas reivindicar mudanças no país. “Vamos garantir àqueles segmentos que estiveram nas ruas, que reivindicaram saúde, educação, mobilidade urbana, que lutaram pela redução das passagens, setores que têm contradições com o governo, que apoiaram a nossa bancada no parlamento, sejam chamados, incorporados para apresentar propostas para a formulação do nosso programa de governo”, pontuou. O novo presidente do PSOL, eleito neste domingo, foi deputado estadual no Pará, presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) no início do primeiro mandato do ex-presidente Lula e secretário municipal de Educação em Belém nos 8 anos do governo popular de Edmilson Rodrigues, tendo rompido com o PT em 2005.

Senador Randolfe é candidato a presidente pelo PSOL

O senador pelo Amapá venceu Luciana Genro e foi indicado neste domingo no 4º Congresso Nacional da agremiação e vai disputar as eleições de 2014

por Revista Forum – Postado Carta Capital

Randolfe presidente

O senador pelo Amapá garantiu sua candidatura neste domingo

O atual senador do PSOL pelo Amapá, Randolfe Rodrigues, será o candidato do partido à presidência da República em 2014. A decisão foi tomada por maioria entre os delegados que participam do 4º Congresso Nacional da agremiação em Luziânia, Goiás, que está sendo realizado neste final de semana.

Randolfe venceu a ex-deputada federal do Rio Grande do Sul, Luciana Genro, outra pré-candidata inscrita. Antes da votação, os delegados, por 201 votos a 186, decidiram aprovar a escolha do candidato à Presidência já no Congresso, evitando levar a disputa para prévias no ano que vem. O senador representa o estado que tem o único prefeito de capital do PSOL, Clecio Luis, de Macapá.

Na noite de abertura do Congresso, sexta (29), Randolfe já havia sido recebido com fortes aplausos ao citar um trecho do hino da Internacional Comunista em sua fala: “paz entre nós e guerra aos inimigos”. O parlamentar ressaltou na ocasião que o partido precisa trabalhar para aumentar a sua bancada no Congresso Nacional. “A nossa bancada na Câmara é de longe a melhor. São três deputados, mas que valem por 30, 60 e até por 100 deputados. Quando ampliarmos essa nossa bancada, imaginem o trabalho que vamos dar ao agronegócio, aos ruralistas e aos grandes empresários.”

Ainda na tarde de hoje serão eleitos os membros da nova direção nacional do partido. Durante o Congresso, foi aprovada resolução que assegura 50% de vagas na direção partidária para mulheres.

* Texto publicado iriginalmente no site da revista Forum.

domingo, 1 de dezembro de 2013

4º Congresso Nacional referenda decisões do Diretório Nacional, reunido na última sexta-feira

Para o site apvrova DN

Foto: Tatiane Malta

Delegados reafirmaram entendimento da direção do partido sobre os recursos apresentados à comissão organizadora e sobre o processo da deputada Janira Rocha, em análise na Comissão de Ética
Os trabalhos do 4º Congresso do PSOL no sábado (30) foram reabertos com a análise, pelo plenário, das deliberações aprovadas pelo Diretório Nacional do partido, que se reuniu no dia anterior (29), também no Centro de Treinamento da CNTI (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria), em Luziânia, no entorno do Distrito Federal. Por maioria, os delegados e as delegadas presentes referendaram os encaminhamentos da direção do partido, sobre a organização do 4º Congresso Nacional e sobre os 11 recursos apresentados à comissão organizadora.
Na reunião de sexta-feira, após a apresentação dos recursos, os dirigentes nacionais votaram caso a caso e aprovaram, por unanimidade, o entendimento da comissão organizadora sobre os questionamentos. A partir dessa análise, os membros do Diretório Nacional referendaram o número de delegados que estavam aptos a participar do 4º Congresso Nacional do PSOL, contabilizando um total de 391 delegados.

Os delegados do 4º Congresso também referendaram a decisão do Diretório Nacional que invalida resolução da Executiva do PSOL do Rio de Janeiro que afasta a deputada Janira Rocha (PSOL-RJ). Os dirigentes nacionais do partido que participaram da reunião de sexta-feira consideraram que a situação da deputada, por pedido dela própria, foi submetida à Comissão Nacional de Ética, que ainda não ouviu a mesma em função de sua licença médica.

Janira Rocha, ao término de sua licença, será imediatamente ouvida, e as conclusões e indicações da Comissão de Ética serão encaminhadas ao Diretório Nacional do PSOL, que definirá o procedimento adequado. Na reunião, os dirigentes nacionais consideraram que o PSOL, como é sua tradição, garantirá à deputada do Rio de Janeiro o amplo direito de defesa.

Fonte: Do site do PSOL Nacional, Leonor Costa