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segunda-feira, 28 de março de 2016

1º Congresso da Intersindical Central da Classe trabalhadora


Resolução: Vai ter luta! Nenhuma retirada de direitos ou retrocessos

Resolução de conjuntura aprovada no 1º Congresso da Intersindical: Vai ter luta! Nenhuma retirada de direitos ou retrocessos
A sociedade brasileira vem sendo tensionada e provocada por acontecimentos políticos decorrentes da intensificação de uma ofensiva golpista. As manifestações em favor do impeachment de 2015, dotadas de forte conteúdo reacionário, já evidenciavam que a estratégia dos setores mais conservadores da sociedade brasileira visa uma “ruptura” das liberdades democráticas garantidas pela Constituição de 1988, bem como uma forte ofensiva sobre direitos sociais e os recursos estratégicos do Brasil.
O consórcio liderado pela Operação Lava Jato/Polícia Federal/Rede Globo tem sido pautada por um conjunto de ações ilegais e repudiáveis,que rasgam prerrogativas constitucionais “à luz do dia” – a exemplo da condução coercitiva e do pedido de prisão preventiva do ex-presidente Lula; a exemplo  do vazamento seletivo de informações confidenciais para influenciar a opinião pública e de escutas ilegais sobre a Presidência da República, dentre outras.
Estas formas de ação evidenciam a disposição golpista e a ameaça de rapidamente passar para uma ofensiva aberta e radical contra as liberdades democráticas e os direitos dos trabalhadores.
A atual ofensiva antidemocrática busca por meios judiciais e legislativos afastar um governo democraticamente eleito e estabelecer um ambiente político e econômico mais favorável a intensificação da exploração da classe trabalhadora, ao desmonte do Estado e ao projeto privatista, a exemplo da aprovação do PLS 131/2015, do senador José Serra (PSDB-SP), que retira a exclusividade da Petrobrás na exploração do pré-sal e abre a porta para as empresas estrangeiras.
Por outro lado, para manter a governabilidade, o governo federal implementa as medidas econômicas do candidato do PSDB derrotado nas eleições de 2014 Aécio Neves e continua a se submeter a chantagem golpista procurando aprofundar a agenda do imperialismo, do capital e do latifúndio. Neste sentido, amplia as taxas de juros, realiza cortes orçamentários na saúde e na educação federal, intensifica a transferência de recursos públicos para o pagamento de juros dívida pública, intensifica a retirada de direitos dos trabalhadores, em especial com a proposta de uma nova contra reforma da previdência social.
A política econômica do governo federal busca transferir para as “costas” da classe trabalhadora os prejuízos decorrentes da crise estrutural do capital. Neste sentido, amplia o descontentamento popular e torna ainda mais frágil a sustentação do governo.
A possibilidade de reverter a ofensiva golpista passa necessariamente por uma radical mudança na política econômica do governo Dilma, sem a imposição dos interesses do capital.
A Intersindical não aceita qualquer recuo nos direitos sociais já conquistados, bem como não pode aceitar o recuo das liberdades democráticas.
O momento político e econômico exige o fortalecimento das organizações das classes trabalhadoras na luta pela defesa de seus direitos e contra a ofensiva golpista. É necessária a construção de espaços unitários de luta e resistência.
A intensificação de ações da INTERSINDICAL – CENTRAL DA CLASSE TRABALHADORA, da FRENTE POVO SEM MEDO, dos sindicatos e movimentos sociais dispostos a defender as liberdades democráticas deve ter como eixos principais de ação:
– Dias 24  e 31 de março, todos na rua contra o golpe a apontando uma saída pela esquerda!
– Combater a ascensão fascista na sociedade brasileira!
– Lutar contra a ajuste fiscal e as contras reformas de Dilma
– Defender os direitos dos trabalhadores e a construção de um campo político e social unitário que tenha em foco reformas populares que redistribuam a riqueza e defendam de forma intransigente os interesses da vida dos trabalhadores, para além do capital!

Em defesa da democracia e contra a Rede Globo, milhares marcham até a sede da emissora

Na noite desta quinta-feira (24) cerca de 30 mil trabalhadores organizados na Frente Povo Sem Medo tomaram novamente as ruas para defender a democracia e para rechaçar o clima de golpe que os setores à direita tentam implantar no país.
Movimentos sociais e sindicais como MTST, Intersindical Central da Classe Trabalhadora, Brigadas Populares entre outras que compõem a Frente, se reuniram no Largo da Batata para marchar até a Rede Globo de Televisão, que nas últimas semanas têm sido umas das principais articuladoras de uma onda de ódio contra quem se posiciona a favor de reformas populares para o Brasil.
“Nós estamos nas ruas para deter uma ameaça à democracia que está acontecendo no nosso país. Essa ameaça busca atacar liberdades e garantias que temos em nossa constituição e semeia intolerância e ódio nas ruas e que, covardemente, não aceita aqueles que pensam diferente. Mas que fique muito claro que não estamos nas ruas para defender governo nenhum”, disse Guilherme Boulos, Coordenador Nacional do MTST.
Boulos também lembrou do Dia Nacional de Mobilizações, que acontecerá no próximo dia 31, em Brasília e outras capitais do país, contra a Reforma da Previdência, o Ajuste Fiscal, pelo Fora Cunha e contra o impeachment. “O que estamos fazendo hoje, e faremos no próximo dia 31, em Brasília, não é ameaça, é conhecer a história do povo brasileiro que sempre lutou pelos seus direitos”.
Edson Carneiro Índio, Secretário Geral da Intersindical ressaltou o projeto à direita que está em curso: “há meses que o grande capital e a direita partidária articulam uma ofensiva golpista para impor o neoliberalismo mais duro e ainda mais nefasto aos interesses populares. Eles querem aumentar a exploração da classe trabalhadora ao limite, ampliar a exploração dos recursos naturais”.
“Nós sabemos que Roberto Setúbal – presidente do Banco Itaú, Paulo Skaf – da Fiesp, a Rede Globo e o Juiz Sergio Moro querem é derrubar o governo Dilma para colocar no lugar um governo ainda mais comprometido com o capital financeiro”.
No entanto, apesar de ser contra o golpe de impeachment em curso, Índio esclareceu que a posição da Intersindical é de crítica ao executivo do Governo Federal: “É importante dizer que, para a Intersindical, ser contra o impeachment e contra o golpe não significa apoio ao governo Dilma. Temos claro que esse governo aplica uma política econômica de altos juros, o ajuste fiscal, cortes na moradia e na saúde e a lei antiterror. Temos de combater o golpe, mas continuar na luta pela mudança da política econômica”.
Índio não deixou de ressaltar que pautas do projeto neoliberal que estão tentando fazer avançar envolve a Independência do Banco Central, a terceirização geral e irrestrita – que precariza ainda mais os empregos, aprovar negociado sobre legislado – que faz com que a legislação trabalhista só valha se não houver convenção ou acordo coletivo que diga o contrário e a aprovação redução da maioridade penal.
Durante a marcha, por todo o percurso se ouvia da multidão palavras de ordem como “a verdade é dura, a Rede Globo apoiou a Ditadura”, em referência ao apoio que a emissora deu ao Golpe Civil-Militar de 1964.
Cartazes lembravam dos mais de R$ 600,00 milhões que a Rede Globo deve em sonegação fiscal e que apesar de a empresa agir com caráter privado, enquanto veículo de comunicação, eles dependem de uma concessão pública para funcionar.
Outros cartazes deixavam claro que todos somos contra a corrupção, mas pediam o fim da justiça de exceção, em referência à Operação Lava Jato, que apesar de investigar políticos de diversos partidos como o PSDB, PMDB, PSD, PSC, entre outros, a operação e a mídia estão focados em capturar especialmente políticos do PT.
Ao final, na sede da Globo, foi organizado um escracho, mesmo com o grande contingente de Policiais Militares protegendo o prédio da emissora.

domingo, 27 de março de 2016

Movimentos populares vão a Brasília em defesa da democracia

Foto: Wilson Dias/Abr
Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo esperam levar 100 mil pessoas ao protesto marcado para o dia 31, o qual também criticará o ajuste fiscal

Por Rafael Tatemoto
Da Redação
As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo farão um ato em Brasília na próxima quinta-feira (31). As organizações esperam levar 100 mil pessoas às ruas da capital federal em “defesa da democracia” e “contra o ajuste fiscal”.
O ato, que também criticará a reforma da Previdência, ocorre após grandes mobilizações, ocorridas nas últimas semanas, contra o processo de impeachment. Desta vez, o foco será Brasília, que deve reunir o maior número de manifestantes, mas os organizadores também planejam realizar protestos em diversas cidades do país.
As organizações defendem que a tentativa de retirar Dilma Rousseff da Presidência da República é um “golpe” à democracia. Por outro lado, as entidades criticam a condução da política econômica do governo federal, que, por meio do ajuste fiscal, tem cortado o orçamento público e mantido taxas elevadas de juros.

Histórico
Após a última manifestação a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), no dia 13 de março, a Frente Brasil Popular organizou manifestações em todo o país. No dia 18 de março, mais de um milhão de pessoas, segundo dados dos organizadores, estiveram nas ruas “em defesa da legalidade e da democracia”. Em São Paulo, a Avenida Paulista foi tomada por militantes sociais. Brasília, por sua vez, – onde ocorrerá a manifestação principal no dia 31 – teve a participação de cerca de 50 mil pessoas.
A Frente Povo Sem Medo organizou protestos nessa quinta-feira (24) em diversas cidades. Em São Paulo, cerca de 30 mil pessoas marcharam do Largo da Batata, zona oeste da cidade, até os estúdios da Rede Globo. A emissora é apontada pelos manifestantes como uma das “articuladoras da ofensiva conservadora” a favor do golpe. No Rio de Janeiro, militantes fizeram um “rolezinho” em um shopping frequentado pela elite carioca.
Frentes
A Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo surgiram em 2015, cada uma articulando dezenas de movimentos populares, entidades sindicais, organizações estudantis e de juventude, bem como partidos políticos progressistas.
Confira abaixo a íntegra da nota conjunta que convoca para o ato:
Nota sobre mobilização nacional de 31 de março
As Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que reúnem dezenas de entidades do movimento social brasileiro, decidiram promover conjuntamente o Dia Nacional de Mobilização no próximo 31 de março, com uma Marcha a Brasília, além de manifestações em várias cidades brasileiras.
Os eixos da mobilização unitária são os seguintes:
- Em defesa da Democracia: Golpe Nunca Mais
- Contra o ajuste fiscal: por outra política econômica
- Em defesa dos direitos: Contra a Reforma da Previdência
Dia 31/3: 100 mil trabalhadores e trabalhadoras tomarão as ruas de Brasília!

terça-feira, 22 de março de 2016

EM DEFESA DA DEMOCRACIA

A saída é pela Esquerda.
O momento é grave. Nas últimas semanas, os setores que querem derrubar Dilma e prender Lula apostaram todas suas fichas, passando por cima inclusive de garantias constitucionais e das liberdades democráticas.
Insuflaram um clima macartista de intolerância e ódio, que se traduziu nas ruas com intimidação e agressões contra quem diverge. O ambiente criado é de caça às bruxas, de ameaça à nossa já frágil e limitada democracia.
Nunca é demais lembrar que o impeachment que querem impor tem a marca corrupta, antidemocrática e chantagista de Eduardo Cunha, representante do que há de pior na política brasileira.
A Lava Jato, impulsionada pelo legítimo anseio de combate à corrupção, transformou-se num instrumento de abusos e de seletividade. O juiz Sérgio Moro, vestindo a roupa de salvador da pátria, acredita poder passar por cima das garantias constitucionais mais elementares. Defendemos que a corrupção seja investigada até as últimas conseqüências. Mas para todos e com as garantias previstas na lei.
Não é de hoje que o Estado brasileiro é seletivo. A adoção da “justiça de exceção” é regra desde sempre nas periferias urbanas, contra os pobres e negros. Direito de defesa aqui nunca existiu. O procedimento usado pela polícia e o judiciário nos becos e vielas querem agora legitimar como regra sob os aplausos inflamados pela mídia.
É preciso também fazer uma diferenciação: uma coisa é enfrentar esta ofensiva antidemocrática, outra é defender este governo. Entendemos que as políticas assumidas pelo Governo Dilma são indefensáveis. Adotou o programa derrotado nas urnas, iniciou um ajuste fiscal antipopular e assumiu uma agenda de retrocessos com temas como a Reforma da Previdência e a lei antiterrorismo. Políticas como essas criaram rejeição popular ao governo e deram base social ao golpismo em curso.
Além disso, os governos petistas chocaram o ovo da serpente. Perderam oportunidades de pautar questões como a democratização das comunicações e do sistema político, além de reformas populares. Hoje sofremos todos as consequências desta falta de ousadia. A Rede Globo é a grande artífice da ofensiva reacionária.
Por isso não temos disposição de ir às ruas em defesa deste governo. Mas também não ficaremos calados e acovardados ante as ameaças ao que temos de democracia no Brasil. O ataque não é somente contra o PT. É contra o que quer que seja de esquerda neste país. Querem aniquilar o movimento social. Querem impor um ambiente de intolerância e linchamento, onde não há espaço para o pensamento e a ação críticos. A solução que a direita brasileira propõe representa ainda o aprofundamento dos ataques a direitos sociais e trabalhistas.
A saída para a crise é com o povo e pela esquerda. Defendemos um programa de reformas populares, que faça o andar de cima pagar a conta da crise. Defendemos a desmilitarização da polícia e a radicalização da nossa democracia. Defendemos a ampliação de direitos e liberdades. Mas sabemos que para construir este caminho é preciso deter os retrocessos, barrar a saída à direita representada pelo golpismo. Não há tempo para vacilação.
Por isso, estaremos todos/as nas ruas na próxima quinta-feira, dia 24.
Ato Nacional em São Paulo: as 17hs, no Largo da Batata, de onde marcharemos até a Rede Globo!
Ocorrerá mobilizações também no Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Uberlândia, dentre outras cidades brasileiras.
POVO SEM MEDO
Frente Nacional de Mobilização

segunda-feira, 21 de março de 2016

- Você está sendo roubado na sua conta de luz!
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