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terça-feira, 20 de maio de 2014

‘Apesar da repressão policial bem aprimorada, manifestos populares vão prosseguir’

ESCRITO POR GABRIEL BRITO E PAULO SILVA JR., DA REDAÇÃO, COLABOROU VALÉRIA NADER

POSTADO: CORREIO DA CIDADANIA

x160514_copapraquem.jpg.pagespeed.ic.MPfmqbx3K5A Copa do Mundo no Brasil se aproxima e, junto com ela, vai aparecendo, a cada dia mais evidente,  um sentimento popular generalizado de irritação e contrariedade com o evento. Nem mesmo pode ser tomado como surpreendente este clima nada ufanista no país do futebol, pois a realidade que cerca a Copa do Brasil tem também se imposto com muita clareza aos olhos da grande maioria.
 
“Com certeza existe algum legado positivo, é inegável. Mas apenas para as empreiteiras, para as polícias que estão se 1907346_706459592751547_4193047187468928331_nfortalecendo e cheias de recursos, para as empresas parceiras da Copa, para as parceiras de prefeituras que farão as ‘fan fests’ e todos aqueles que lucraram com as intervenções urbanas. Mas com certeza não há legado para a população, trabalhadores ambulantes, pessoas que têm problemas de moradia ou estão em situação de rua”. É o que diz a jornalista e socióloga Marina Mattar, porta-voz do Comitê Popular da Copa, em entrevista ao Correio da Cidadania, por ocasião do Dia Internacional de Lutas Contra a Copa em São Paulo, nesta quinta-feira, 15 de maio.
A jornalista relata que, apesar de um notável aprimoramento dos métodos de repressão policial, o saldo desse dia foi bastante positivo. Houve atos descentralizados, não só em São Paulo, mas em cidades do Brasil inteiro, chamados pelos Comitês Populares da Copa. Mattar acredita ademais que os protestos devem continuar, ainda que com formato bem diferente daqueles de 2013, e apesar de todas as tentativas de governos de distintas esferas, municipais, estaduais e federal, “de assustar as pessoas e espantá-las das ruas”. Até porque “a mídia internacional está toda aqui”.
O protagonismo do MTST (o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) nessa jornada de lutas foi destacado pela jornalista  (afinal, já foram mais de 250.000 remoções por conta da Copa), que também fez crítica veemente à acusação que sofre o Comitê Popular da Copa de atuar como linha auxiliar da direita:  “penso que a reação dos governos federal, estaduais e municipais vai acabar prejudicando eles próprios. Principalmente o PT, pois a maioria de seus eleitores, muito provavelmente, é bastante contrária a ações de tanta repressão a manifestações de movimentos sociais”.
 
A seguir, a entrevista completa, mais uma em parceria com webrádio Central 3.
 
Correio da Cidadania: O que você pode dizer do protesto realizado em torno da convocatória do Dia Internacional de Lutas Contra a Copa em São Paulo, nesta quinta-feira, 15 de maio?
 
Marina Mattar: Vale destacar que houve atos descentralizados, não só em São Paulo, mas em cidades do Brasil inteiro, chamados pelos Comitês Populares da Copa, que existem em todas as cidades-sede do Mundial de 2014. Estamos na articulação para promover um dia cheio de manifestações desde dezembro do ano passado.
 
Acredito que, apesar da grande repressão da polícia aqui em São Paulo, tivemos um saldo positivo. Foi um dia repleto de manifestações, começando com o MTST (Movimentos dos Trabalhadores Sem Teto) e outros movimentos de moradia, claro que com suas pautas e preocupações, mas aderindo ao dia internacional de lutas e outras ações no 15 de maio, como os metroviários e outros trabalhadores.
 
O ato terminou na avenida Paulista, e estava muito grande. Acho que havia umas 10 mil pessoas. Mas, infelizmente, a manifestação não pode durar mais do que 15 minutos.
 
Correio da Cidadania: Mas por que a manifestação foi tão encurtada?
 
Marina Mattar: A polícia militar tentou acabar com o ato logo no começo, várias vezes. A “tropa ninja” estava presente desde o início. Eles ficavam na lateral, tentaram uma incursão no meio da manifestação e um pouco depois na frente do ato. Foi bem parecido com aquele caldeirão que eles fizeram numa manifestação em fevereiro. Não tiveram sucesso nessa primeira tentativa, mas depois jogaram muita bomba de gás lacrimogêneo. Isso dispersou o ato e nos fechou na rua da Consolação.
 
Foi uma sensação muito parecida com o 13 de junho do ano passado, mas dá pra perceber que a polícia aprimorou bastante a repressão. Eles estão fazendo tudo de uma maneira mais rápida, eficiente e menos visível aos olhos da mídia. Tanto que a cobertura da imprensa está horrorosa.
 
Correio da Cidadania: Vocês pensam que teremos novos instrumentos de repressão colocados em prática? Isso pode ensejar protestos do mesmo tamanho daqueles vistos no ano passado?
 
Marina Mattar: Acho que as manifestações não vão se repetir da mesma forma que no ano passado, mas já reverberaram muito em 2014 e neste pré-Copa. As pessoas estão muito injuriadas com a Copa, é perceptível. Para um primeiro ato (convocado pelo Comitê Popular da Copa), teve bastante gente. A tendência é que continue assim. Apesar da repressão, vai continuar. Todos os governos, municipal, estadual e federal, vão tentar assustar as pessoas e espantá-las das ruas, mas ao mesmo tempo a mídia internacional está toda aqui.
 
Correio da Cidadania: Vocês têm acompanhado as remoções de comunidades? Como tem sido esse processo, que vemos agora também bastante protagonizado pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto)?
 
Marina Mattar: Temos a estimativa de que, por conta da Copa, 250 mil pessoas foram removidas ou estão sob ameaça de remoção. Imaginamos que a maior parte já foi removida. Significa que já foram tiradas de casa, sem nenhuma indenização, no máximo com bolsa-aluguel, uma ajuda temporária e muito pequena. Em São Paulo, são 300 reais mensais. Não paga aluguel nenhum.
 
Assim, a moradia foi um dos primeiros pontos a serem mais afetados pela Copa. Fora a especulação imobiliária. Em Itaquera, os aluguéis sobem muito. Tanto que a ocupação do MTST, chamada Copa do Povo, ficou lotada rapidamente por pessoas que moravam lá na região e deixaram de dar conta do aluguel nos últimos tempos.
 
Os movimentos de moradia sempre tiveram papel relevante nas mobilizações da Copa. Em São Paulo, foram eles que tiveram a ideia de formar o Comitê Popular da Copa. E continuam com um papel bem ativo e importante.
 
Vejo que o MTST está com um calendário de lutas muito interessante. A ação da semana passada, de ocupar empreiteiras, foi uma ótima ideia, tem tudo a ver com o questionamento em torno da Copa, na linha do “Copa para quem?”, “oportunidades para quem?”, “lucro para quem?”. E os sem teto estão indo às ruas pra valer, como foi o caso deste 15 de maio.
 
Correio da Cidadania: Como imagina que um eventual cenário mais efervescente por ocasião da Copa poderá influir nas eleições, considerando as maiores candidaturas, Dilma, Aécio e Campos? Acha que os atuais protestos podem influenciar o pleito e até abrir espaço para alguma surpresa?
 
Marina Mattar: Estão totalmente relacionados os assuntos, invariavelmente. Assim como junho de 2013 acaba se relacionando com isso tudo. Por dois sentidos. Primeiro: desde o começo do ano vemos uma reação de setores ligados ao governo federal e ao PT, no sentido de espalhar um discurso contra as pessoas que criticam a Copa, alegando que assim ajudamos a direita a ganhar as eleições presidenciais. É um discurso até hoje muito presente, temos que enfrentá-lo a toda hora. A direita também assume o discurso contra a Copa, pra tentar pegar o PT. O que faz a diferença é a forma como tratamos e criticamos a Copa, e a maneira com que colocamos tais questões na rua. Penso que até agora tivemos bastante sucesso, de modo que não é possível alguém falar que mobilizamos uma massa de manobra favorável a setores da direita.
 
Porém, penso que a reação dos governos federal, estaduais e municipais vai acabar prejudicando eles próprios. Principalmente o PT, pois pensamos que a maioria de seus eleitores, muito provavelmente, é bastante contrária a ações de tanta repressão a manifestações de movimentos sociais. Que declarações são essas da Dilma, contra as manifestações, dizendo que “não mudaram nada, não representam nada”?
 
Portanto, apesar de sermos acusados de auxiliar a direita a voltar ao poder, vejo que existem setores do PT que ajudam nisso, pois não escutam os movimentos. Por outro lado, os movimentos sociais, de forma geral, colaboram com os questionamentos que fazem. Hoje, contra a Copa, mas há também outros questionamentos. E esclarecem muito bem quem está no poder no Brasil. Não falo dos governantes, mas das empreiteiras, grandes empresas e atores que participam desse jogo, que não são revelados e só têm aparecido agora.
 
Correio da Cidadania: Agora que estamos às portas da Copa, com diversas obras que não serão entregues, qual o legado, termo tão utilizado na publicidade do evento, vocês diriam que teremos?
 
Marina Mattar: Com certeza existe algum legado positivo, é inegável. Mas apenas para as empreiteiras, para as polícias que estão se fortalecendo e cheias de recursos, para as empresas parceiras da Copa, para as parceiras de prefeituras que farão as ‘fan fests’ e todos aqueles que lucraram com as intervenções urbanas.
 
Mas com certeza não há legado para a população, trabalhadores ambulantes, pessoas que têm problemas de moradia ou estão em situação de rua. É bem claro para quem a Copa é benéfica, para quem os estádios foram construídos. Quem vai entrar neles, quem vai ver futebol?
 
Dessa forma, o termo ‘para quem?’ utilizado pelo Comitê é muito bom nessas horas. Já existem pesquisas e estudos mostrando que muitas das afirmações dos governos, de que a Copa traria legado de mobilidade urbana, entre outras promessas, não se concretizaram. As obras não foram feitas e não veremos nenhuma alteração na mobilidade urbana nas cidades-sedes.
 
Correio da Cidadania: Teremos um outro tipo de legado, isto é, um salto qualitativo na consciência do povo brasileiro, no sentido de elevar sua capacidade de contestação a processos políticos e econômicos?
 
Marina Mattar: Eu acho que sim. Creio que a gente já consegue ver isso. As pessoas não parecem estar tão empolgadas com a Copa, como normalmente ficam, com aquela coisa de país, do Brasil, o país da paixão do futebol... Não tem sido este o clima. E acho que se trata de um sentimento generalizado.
 
Mesmo entre as pessoas que não estão nas ruas agora existe um sentimento de injustiça geral sobre a Copa, e isso está se refletindo nas pesquisas de opinião sobre o evento, que está com um índice de rejeição bem alto. E também reflete na popularidade de alguns políticos que estavam por aí propagandeando a Copa.
 
Portanto, é inegável que a crítica aos megaeventos, principalmente pela forma como são conduzidos, já repercute bastante na sociedade.
 
Gabriel Brito e Paulo Silva Jr.  são jornalistas.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Diretório do PSOL SP indica Gilberto Maringoni para governador

maringoni_governadorReunido neste domingo, 18 de maio, o Diretório Estadual do Partido Socialismo e Liberdade de São Paulo indicou por 23 votos e uma abstenção o nome do professor e jornalista Gilberto Maringoni como pré-candidato a governador. Seu nome ainda será oficializado na Convenção Estadual do partido que acontecerá no dia 14 de junho.

Gilberto Maringoni é professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC, historiador, jornalista e escritor. Autor de 12 livros sobre América Latina, desenvolvimento e outras questões. Tem uma longa trajetória de militância na esquerda e junto aos movimentos sociais.

O PSOL segue o debate sobre a composição de aliança em São Paulo com o PSTU e PCB. As definições das demais candidaturas da chapa majoritária (vice governador e senador) e da chapa proporcional (deputados estaduais e federais) ainda serão tratadas na próxima reunião do Diretório Estadual.

O Diretório Estadual também deliberou sobre a continuidade dos Seminários Governar após Junho. Já fizemos cinco debates temáticos sobre temas como transporte público, direitos humanos, moradia, trabalho e emprego. Outros quatro debates estão previstos para antes da Convenção estadual. Este ciclo de debates serve como subsídio para a elaboração do programa de governo.

Veja abaixo o documento de apresentação da pré-candidatura de Gilberto Maringoni aprovado pelo Diretório.

Gilberto Maringoni governador

Uma alternativa democrática e de esquerda para São Paulo!

São Paulo tem sido palco de grandes lutas sociais por moradia, mobilidade urbana, segurança pública, saúde e educação. Governado há vinte anos pelo PSDB, nosso estado não aguenta mais a continuidade de uma política neoliberal. Ela se baseia na maximização de lucros privados e baixa qualidade dos serviços públicos essenciais, e em corrupção e repressão policial contra movimentos sociais e a população negra e pobre.

A crise mais recente, provocada pela falta de investimento e aumento de distribuição de lucros da Sabesp, está sendo a gota d’água para a maioria dos paulistanos. Todos nós somos agora chamados a pagar a conta dessa irresponsabilidade. Isso se soma à multiplicação dos escândalos conduzidos pelos governos tucanos no metrô paulistano.

A indignação que esteve nas ruas em junho do ano passado, quando a população – em especial a juventude – protagonizou grandes manifestações, segue sem respostas por parte dos governantes. Se por um lado o PSDB buscou apenas reforçar o discurso do medo para justificar a ampliação de sua política repressiva, sem qualquer incremento dos investimentos sociais, por outro, o governo federal, encabeçado pelo PT e pelo PMDB, optou por manter a política econômica baseada em altas taxas de juros e baixos investimentos em infraestrutura e serviços públicos.

Enquanto o governo brasileiro e o paulista se submetem a todas as exigências do mercado financeiro, da Fifa e das forças conservadoras, nosso país continua diante de uma crise social latente. Esta se expressa no incremento dos atos de linchamentos em praça pública, no descontrole de uma polícia violenta e militarizada, nas mortes de jovens nas periferias das grandes cidades e no envio de bilhões de recursos que poderiam ser direcionados para enfrentar esses problemas sociais para o bolso dos banqueiros e especuladores.

O PSOL é, na atual conjuntura, o partido que melhor pode apresentar uma alternativa ao governismo conservador e a direita reacionária. O centro da ação governamental precisa ser a inversão de prioridades e o investimento maciço em políticas sociais.

Ciente dos desafios e do espaço existente para a consolidação e o fortalecimento de uma alternativa de esquerda, lançamos o nome do companheiro Gilberto Maringoni para representar o PSOL nas eleições para o governo de São Paulo em 2014. Professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC, historiador e jornalista, Maringoni tem capacidade política e disposição militante para enfrentar o debate eleitoral e colocar a esquerda a altura desse desafio.

Em torno de sua candidatura, construiremos um movimento de opinião em favor das mudanças progressistas e necessárias para fazer de São Paulo o estado da inclusão social e do combate à desigualdade, ao racismo, ao machismo, à homofobia e a toda forma de opressão e discriminação. Um estado em que o planejamento urbano seja definido pelo bem estar das pessoas, e não mais pela sede de lucro da especulação imobiliária, da ditadura do automóvel e da falta de planejamento.

Em cada escola, universidade, local de trabalho, bairro, lutas sociais e manifestações por direitos, o PSOL estará presente para defender uma alternativa socialista, programática e popular. Onde tiver alguém lutando por uma vida melhor, pode ter certeza, aí tem PSOL, aí tem Maringoni governador. Vamos juntos! Vamos mudar São Paulo!

Diretório Estadual do PSOL SP

São Paulo, 18 de Maio de 2014

domingo, 18 de maio de 2014

NOTA PÚBLICA DOS MOVIMENTOS: COPA SEM POVO, TÔ NA RUA DE NOVO!

 

No próximo dia 22 de maio estaremos novamente nas ruas!

Quinta, 22 de maio às 17:00 no Largo da Batata - São Paulo

 

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A Copa do Mundo nem começou e já tem seus derrotados. Para atender aos negócios milionários da FIFA e suas empresas parceiras, os governos instauraram um verdadeiro estado de exceção onde os direitos básicos da população são violados. São milhares as famílias vítimas da Copa em todo Brasil.
 
Enquanto as construtoras e empreiteiras têm lucros astronômicos há milhares de trabalhadores sendo removidos de suas casas, seja pelas ações violentas de despejo, seja pelo preço exorbitante dos aluguéis a partir do avanço da especulação imobiliária. Ao mesmo tempo, o número de operários mortos nas obras da Copa não para de crescer.

Tudo amparado por um enorme aparato repressivo que tenta impedir a livre expressão e o direito do povo de se manifestar contra as injustiças
.
Neste dia 15 de maio (15M) voltamos às ruas para virar o jogo. Fizemos mobilizações durante todo o dia. Mais do que uma taça, o que o Brasil merece é o “Hexa dos Direitos”. Para que possamos exigir nas ruas o hexa de direitos, é urgente a garantia do direito à livre manifestação como fundamento de uma sociedade democrática. Basta de repressão. terrorista é a FIFA!

As organizações populares e de juventude que construiram esse 15M se uniram para dar um basta ao desgoverno da FIFA e recolocar a necessidade da garantia dos direitos:
 
1 – MORADIA - Nenhuma remoção forçada pela Copa do Mundo! Abaixo a especulação imobiliária, pelo controle do valor dos aluguéis e mudanças no Minha Casa Minha Vida. Desapropriação imediata do terreno da Ocupação Copa do Povo, para Habitação Popular!
2 – JUSTIÇA - Abaixo a repressão e as leis antiprotesto. Desmilitarização da polícia já.
3 – SAÙDE – Mais verbas para a saúde pública, fim ao subsídio aos planos de saúde e às privatizações. 10% do PIB para a saúde pública
4 – EDUCAÇÂO – 10% do PIB em educação pública, atendimento à toda a demanda por creches e democratização do acesso às universidades públicas
5 – TRANSPORTE – Aumento de tarifas nunca mais! Por um transporte gratuito e de qualidade como direito de todos
6 – SOBERANIA – FIFA Go Home! Nenhuma ingerência da FIFA no Estado brasileiro, garantia do trabalho informal e prevenção efetiva da exploração sexual
 

MOVIMENTO DOS TRABALHADORES SEM-TETO (MTST)
FRENTE DE RESISTÊNCIA URBANA
MOVIMENTO PASSE LIVRE (MPL)
COMITÊ POPULAR DA COPA
SE NÃO TIVER DIREITOS, NÃO VAI TER COPA
COLETIVO JUNTOS
ASSOCIAÇÃO DOS TRABALHADORES DA FEIRA DA MADRUGADA (ASCINP)
NÓS DA SUL
FRENTE NACIONAL DE LUTA - CAMPO E CIDADE
REDE EMANCIPA DE CURSINHOS POPULARES

sábado, 17 de maio de 2014

Eleições no Unificados confirmam grande representatividade dos dirigentes junto à categoria

17 de maio de 2014
Químicos Unificados e Intersindical Central da Classe Trabalhadora

Resultados das eleições na Regional Osasco mostra que 96,64 % dos trabalhadores aprovam a Chapa 1 para dar continuidade à administração do sindicato. Após três dias de votação, que começaram em 14 de maio e se encerraram dia (16) às 18h, deu-se início à contagem dos votos.

A apuração (foto acima) contabilizou 3.336 votos válidos, dos quais 3.224 foram para a Chapa 1, com 83 votos em branco e 29 nulos. O resultado das eleições mostra que as trabalhadoras e trabalhadores da base da Regional Osasco do Unificados querem a continuidade das lutas da categoria e a renovação trazida pelos novos dirigentes eleitos, que se somam às companheiras e companheiros experientes que já integram a direção atual.

Representatividade inquestionável

Com o encerramento das eleições no Sindicato Químicos Unificados, o resultado das urnas deixa incontestável a grande representação da atual direção das regionais de Campinas, Osasco e Vinhedo junto às trabalhadoras e trabalhadores.

Foram três votações altamente expressivas nas três regionais para a Chapa 1 que, com grande renovação, conta com a chegada de novas companheiras e companheiros que se somam à experiência dos dirigentes atuais. O mandato dos dirigentes agora eleitos será até 2017.

Apuração eleições Regional Osasco 2014

 

Os resultados das eleições nas Regionais Campinas e Vinhedo


Dirigentes atuais, novos integrantes da direção do Unificados, trabalhadores(as) e militantes comemoram na divulgação do resultado das eleições na Regional Campinas

•    09/05/14 – 98% aprovam direção da Regional Campinas nas eleições no Unificados


Apuração dos votos na Regional Vinhedo, em 13 de maio

•    13/05/14 – 97,69% aprovam nova diretoria da Regional Vinhedo do Unificados

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Sem-teto protestam contra aluguéis caros e despejos forçados gerados pela Copa

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Divulgação

Há ainda a expectativa da criação de uma política federal de prevenção de despejos forçados. O MTST cobra mudanças em programa habitacional que garantam melhor localização e maior qualidade das obras

15/05/2014

Por Jorge Américo,

Da Radioagência Brasil de Fato

Dando continuidade à campanha “Copa Sem Povo, Tô na Rua de Novo”, os sem-teto organizam mobilizações em diversas cidades do país. Na manhã desta quinta-feira (15), manifestantes bloquearam importantes vias na cidade de São Paulo. As ações contaram com a participação de famílias das ocupações “Copa do Povo”, de Itaquera (veja vídeo abaixo), e “Nova Palestina”, da zona sul.

Protestos parecidos ocorreram em outras capitais. Além de denunciar as contradições da Copa do Mundo da Fifa, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) pede o “controle público do reajuste de aluguéis urbanos estabelecendo o índice inflacionário como teto dos reajustes”. Esta seria uma maneira de combater a especulação imobiliária.

Há ainda a expectativa da criação de uma política federal de prevenção de despejos forçados. O MTST também cobra mudanças no Programa Minha Casa Minha Vida que sejam capazes de garantir melhor localização e maior qualidade das obras.

A campanha foi lançada no dia 8 de maio, quando as sedes das empreiteiras Odebrecht, OAS e Andrade Gutierrez foram ocupadas, em parceria com o Movimento  dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). As empresas são apontadas como responsáveis pela maior parte dos estádios da Copa e beneficiárias de contratos públicos bilionários.