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terça-feira, 30 de abril de 2013

DECLARAÇÃO DA FSM PARA O 1º DE MAIO DE 2013

O Secretariado da FSM
Não seremos os escravos do século XXI

 

securedownloadA FSM chama todas as organizações sindicais do mundo para organizar, por ocasião do primeiro de maio de 2013, assembléias e atividades em todos os países de todos os continentes, em honra ao Dia Internacional dos Trabalhadores e dos mártires da classe trabalhadora. A FSM, com base na resolução da reunião do Conselho Presidencial de 7 a 8 de março de 2013 em Lima, Peru, propõe o lema: “CHICAGO NOS MOSTROU O CAMINHO”, que deverá ser utilizado junto com as respectivas consignas de cada organização sindical.

O movimento sindical internacional tem a grande responsabilidade de proteger e defender o Dia Internacional dos Trabalhadores dos esforços dos governos capitalistas, dos empresários e outras instituições e organizações não-governamentais que tentam eliminar esta data ou alterar completamente o seu significado.

O Primeiro de Maio é para a classe trabalhadora internacional um SÍMBOLO do valor insubstituível que os trabalhadores desempenham na sociedade e na produção, das mais importantes conquistas históricas, das vitórias da luta de classes e de que todos os direitos são resultado de sangrentas lutas. Nada foi dado aos trabalhadores.

O Primeiro de Maio é um DIA DE HOMENAGEM E MEMÓRIA dos mártires da classe trabalhadora que se sacrificaram em Chicago (1886) com as importantes e decisivas greves dos trabalhadores estadunidenses que reivindicavam 8 horas de trabalho, 8 horas de lazer e 8 horas de descanso, assim como a luta pela jornada de trabalho em muitos países de todo o mundo, antes e depois das greves de Chicago, ao longo da história até hoje da luta de classes. Rendemos homenagem aos mártires da classe trabalhadora que foram assassinados, torturados, presos, que foram vítimas de desaparecimentos forçados pelos governos anti-populares e anti-trabalhadores do Capital de todos os continentes.

O Primeiro de Maio é uma LIÇÃO PARA AS NOVAS GERAÇÕES, ao incluir os princípios da classe trabalhadora como o Internacionalismo Proletário, a Unidade de Classe, o valor insubstituível das lutas com Orientação de Classe.

O Primeiro de Maio é um dia de ação, especialmente quando a classe trabalhadora internacional se reúne nas ruas na luta contemporânea pelos direitos trabalhistas e sociais. Pelo direito de trabalhar menos horas com salários decentes, reivindicação que era realista nos anos 80 do século XIX e que não pode ser irreal com o progresso tecnológico do século XXI.

Hoje, enquanto o capitalismo se encontra em sua profunda crise e apresenta todas as facetas de seu rosto bárbaro, brutal e cruel, retirando todos os direitos da classe trabalhadora e dos setores populares.

Hoje, quando a concorrência entre os monopólios cria mais campos de batalha e novas intervenções imperialistas.

Hoje, quando a violência de Estado, a repressão às lutas sociais e trabalhistas e a violação da liberdade sindical recrudescem no plano internacional.

Mobilizemo-nos!
- Chicago ensinou o caminho!
- NÃO à escravidão capitalista contemporânea!
- Lutemos por um mundo sem exploração do homem pelo homem!
- O primeiro de maio, a FSM expressa sua solidariedade internacionalista com os povos de Cuba, Palestina, Síria, Líbano, Mali, Colômbia, Venezuela, etc.

O Secretariado da FSM.
http://www.wftucentral.org/

sábado, 27 de abril de 2013

Diálogos do Movimento entrevista Gilberto Maringoni

A Venezuela, o chavismo, as eleições, economia e socialismo, são temas debatidos nessa edição do Diálogos do Movimento. O convidado especial é o professor de Relações Internacionais, doutor em História Social, Giberto Maringoni, autor de livros sobre a Venezuela. Um bate-papo descontraído, mas carregado de informações e reflexões sobre o país vizinho que tem uma das maiores reservas de petróleo do mundo. Assista e compartilhe ideias.

TV Movimento

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Organização popular e Luta pelo Socialismo

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Festa da Juventude e Retomada do Sindicato

No dia 21 de abril de 2013 o Cefol celebrou uma grande festa em homenagens aos jovens trabalhadores. Foram comemorados também os 22 anos de retomada do Sindicato dos Químicos Unificados, que das mãos dos pelegos, passou a ser dirigido por trabalhadores que lutam pela classe. O dia ensolarado garantiu muita diversão. Música, teatro, gincana e lazer. Tudo isso em contato com a natureza. O Cefol Campinas tem prazer em receber você, sua família e amigos.

TV Movimento

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Ato reuniu 20 mil trabalhadores em Brasília. Unificados e Intersindical presentes

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Um ato público com a presença de aproximadamente 20 mil trabalhadoras e trabalhadores fez uma passeata em Brasília contra os rumos da política econômica do governo Federal e ocupou quatro das seis pistas do Eixo Monumental, em direção ao Congresso Nacional. O Sindicato Químicos Unificados e a Intersindical participaram da organização do ato e estiveram na manifestação em Brasília.

São trabalhadores de vários setores, inclusive agrários, estudantes e quilombolas, que reivindicam o fim do fator previdenciário e a anulação da reforma previdenciária de 2003. O protesto foi também por educação e saúde públicas de qualidade, além do respeito aos povos indígenas e quilombolas.
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No Congresso foi promovido um ato coletivo. Depois, cada setor seguiu para o ministério responsável pela área de atuação. Os ministérios  ocupados são o do Planejamento, do Trabalho e Emprego, da Educação e da Reforma Agrária.

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ACESSE AQUI para ler o jornal entregue em Brasília pela Intersindical, sobre as razões da marcha. Nele, constam as reivindicações principais da marcha.

Manifesto

Em conjunto, todas as entidades promotoras do ato assinaram o manifesto abaixo, com as razões da mobilização:

“As contradições e a desigualdade se agravam em nosso país a cada dia que passa. As autoridades governamentais alardeiam os resultados de sua política econômica, que teria permitido ao Brasil uma localização diferente e melhor no âmbito da crise econômica enfrentada pelo capitalismo em todo o mundo. Entretanto, a vida do povo trabalhador passa por privações e mazelas cada vez maiores.

A continuidade e o agravamento da crise em todo o mundo tende a aprofundar ainda mais esta situação. Se antes, o governo brasileiro já usava a desculpa da “crise lá fora” para atacar os direitos dos trabalhadores, agora isso ganha mais peso. A própria economia brasileira começa a dar sinais de que se aproxima cada vez mais da situação internacional – o PIB de 2012 ficou na casa de 1%. E aqui no Brasil, como na Europa, todas as medidas adotadas pelo governo vão no sentido de ajudar o capital financeiro e grandes grupos econômicos, essencialmente com dinheiro público. Não faltam recursos e apoio às fábricas de automóveis, aos bancos, ao agronegócio, às empreiteiras da construção civil, às grandes redes de comércio etc.

Assiste-se ainda à ausência de qualquer medida governamental dirigida a proteger o emprego dos trabalhadores para assegurar condições dignas de trabalho. Faltam recursos para investir na saúde, na Previdência Social, na educação, na reforma agrária e apoio aos trabalhadores do campo de forma geral, na moradia, no saneamento, nos serviços públicos, enfim, em políticas que gerem melhoria nas condições de vida dopovo pobre. O resultado disso é a precarização cada vez maior do trabalho, baixos salários, sucateamento dos serviços públicos, privatizações de hospitais, de aeroportos, estradas, a continuidade da entrega do nosso petróleo para multinacionais e a adoção de medidas que transformam a educação pública em mercadoria, retirando-a da esfera do direito do povo e dever do Estado.

Os trabalhadores no setor privado, além dos baixos salários, ficam sujeitos a condições indignas de trabalho ou à ameaça de demissão. Querem precarizar ainda mais as condições de trabalho, buscando diminuir e eliminar direitos trabalhistas com o chamado ACE – Acordo Coletivo Especial. O mesmo governo que reduz a contribuição das empresas para a Previdência Social alega que não tem recursos para acabar com o famigerado Fator Previdenciário, que diminui o valor do beneficio pago aos aposentados.

Os trabalhadores do serviço público são submetidos a um arrocho salarial sem precedentes e ainda têm negado o seu direito à negociação e contratação coletiva.

Não satisfeito com esta situação, o governo promove uma ofensiva para retirar – na prática – o direito de greve dos servidores.

Não bastasse a falta de investimentos para a construção de moradias populares, soma-se agora mais ameaças de despejos devido à Copa e à Olimpíada. Além disso, uma onda de violência assola a vida do povo pobre das grandes cidades, num verdadeiro genocídio da juventude negra e pobre das periferias. Os povos indígenas e quilombolas são desrespeitados, agredidos e tem suas lideranças assassinadas pelo latifúndio e o agronegócio, sob o silêncio e a inação cúmplices das autoridades.

Contra isso e outras tantas políticas nefastas que prejudicam o povo é que dizemos basta!
Em todo o mundo os trabalhadores estão unidos na luta em defesa dos seus direitos. No Brasil, não pode ser diferente. Por esta razão, as organizações que assinam este manifesto se uniram para levar adiante esse processo de mobilização em defesa dos direitos dos trabalhadores e contra esta política econômica que o governo federal aplica em nosso país.

O que nos move em nossa luta está expresso no conjunto de bandeiras que compõem nossa plataforma construída consensualmente entre todas as entidades e movimentos que convocaram esta jornada.

Juntos, e na luta, somos mais fortes e podemos fazer ouvir a nossa voz e valer nossos direitos!”

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Entidades que assinam o manifesto acima

Protesto contra Feliciano

A Assembleia Nacional dos Estudantes Livres (Anel) realizou, no início da tarde, durante o protesto desta quarta-feira (24/4), um “beijaço” – ação em que pessoas do mesmo sexo se beijam – em frente ao gramado do Congresso Nacional. Os manifestantes fizeram o ato como protesto, pedindo a saída do deputado federal pastor Marco Feliciano da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara Federal.

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