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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Manifestantes prostestam nas ruas do Centro de Santos contra aumento das tarifas

21 de Junho de 2013
Bancários de Santos


Grupo começou o protesto no final da tarde desta quinta-feira (13). Túneis ficaram fechados para a passagem dos jovens

Militantes dos Bancários de Santos e da Intersindical e PSOL se manifestam "Aumento das tarifas NÃO!"

Cerca de 300 pessoas se reuniram em Santos, no litoral de São Paulo, para protestar contra o aumento nas passagens de ônibus na Baixada Santista. O grupo começou o protesto no final da tarde desta quinta-feira (13) em frente à prefeitura da cidade. Guardas municipais e alguns policiais militares acompanharam a passeata.

Os manifestantes começaram o protesto na Praça Mauá, e em seguida foram até o terminal de ônibus. Os jovens seguiram para a Avenida São Francisco, e no caminho fecharam as duas pistas do túnel. O grupo invadiu a Câmara de Vereadores e a sessão foi suspensa. A manifestação interrompeu uma apresentação cultural que acontecia na Praça Mauá em homenagem a José Bonifácio.

As passagens nos ônibus municipais ainda não sofreram reajuste, mas o valor da tarifa nos coletivos intermunicipais já foram alteradas. O grupo carregava faixas e cartazes com a frase "Aumento das tarifas não". A auxiliar administrativa Rebeca Badan reclama do aumento das tarifas. "Não dá, o valor já tá muito alto e eles querem aumentar ainda mais. A desculpa que colocaram wi-fi é um absurdo, não serve para muita coisa, a gente quer mais ônibus na rua, com conforto", explica.

Os manifestantes pediram também o fim da obrigatoriedade do cartão transporte em Santos, a volta dos cobradores e passe livre para estudantes, desempregados e professores. "A prefeitura está obrigando o uso do cartão, mas a  gente sabe que a lei obriga os motoristas a aceitarem dinheiro também. A tarifa vai aumentar e a justificativa é que melhorou a frota, colocando ar-condicionado e wi-fi, mas isso não é prioridade para o trabalhador. Também é necessária a volta do cobrador, são mais postos de trabalho e menos gente desempregada", diz o estudante Rodrigo Saggiomo.

Após sair da Câmara, os manifestantes voltaram para a Praça Mauá quando souberam que o governador de São Paulo, Geraldo Ackmin (PSDB), estava no Paço Municipal. Eles queriam que o governador saísse para conversar com o grupo, mas a solicitação não foi atendida. Por volta das 20h, o grupo voltou a caminhar pelas ruas do Centro da cidade, até encerrar o protesto dentro do terminal de ônibus. A ação terminou às 20h30.

Segundo informações da Polícia, nada foi depredado durante a ação dos manifestantes. O protesto foi organizado pelas redes sociais. De acordo com informações do grupo, um novo protesto será realizado nesta sexta-feira (14) em Santos, pela avenida da praia. O ponto de partida será a Praça da Indepêndencia, e o destino é o limite de município entre Santos e São Vicente.

Outras cidades do país também tiveram atos contra o aumento das tarifas nos coletivos nesta quinta-feira. O protesto na capital paulista entrou no quarto dia.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Juninho Pernambucano sugere ato de protesto a jogadores da seleção

 

EFE – 2 horas 58 minutos atrás

Rio de Janeiro, 18 jun (EFE).- Mesmo acompanhando à distância, no caso, dos Estados Unidos, onde atualmente defende o New York Red Bulls, o meia Juninho Pernambucano disse nesta terça-feira que os protestos que estão acontecendo em várias cidades brasileiras são "uma grande oportunidade para os jogadores da seleção mostrarem que estão acreditando na mudança do nosso país".

Em texto publicado em sua página oficial no Facebook, o meia, que disputou a Copa do Mundo de 2006 pela seleção brasileira, declarou que a equipe comandada pelo técnico Luiz Felipe Scolari deveria apoiar as manifestações pacíficas, "não esquecendo de todo sofrimento e dificuldades que passaram até chegar onde estão".

"Uma sugestão seria neste jogo de amanhã contra o México todos cantarem o hino de costas para a bandeira e assim mostrariam que eles entendem que o futebol não é mais importante que o povo brasileiro", afirmou o jogador, campeão com a seleção da Copa das Confederações de 2005.

Segundo o ex-jogador do Vasco, essa atitude, em um jogo oficial da Fifa, "seria um gesto de solidariedade em um momento de esperança numa real mudança" e "não tiraria de nenhuma maneira o foco da partida, nem influenciaria a atuação da equipe".

"Seria uma cobrança mundial do tamanho da história da nossa seleção e uma contribuição a essa esperança", concluiu Juninho. EFE

Jogadores da Seleção apoiam protestos no Brasil

Hulk e David Luiz, apesar de atuarem fora do país, são a favor das manifestações

Yahoo! Esporte Interativo

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Yahoo! Esporte Interativo - David Luiz - Zagueiro (Foto: VIPCOMM)

As insatisfações dos brasileiros chegaram não só às ruas, mas também como um dos assuntos da coletiva de imprensa da seleção brasileira. Na noite da última segunda-feira, centenas de pessoas foram até a porta do Hotel Marina Park, onde os jogadores e comissão técnica estão concentrados para o jogo, e protestaram contra os gastos públicos, com vários cantos e palavras de ordem contra a Fifa, a CBF e a realização da Copa do Mundo no Brasil.
"Sou um brasileiro que vive fora, mas amo meu país. Sou a favor de uma manifestação pacífica. O cidadão tem direito. Basta o brasileiro estar unido e demonstrar aquilo que tem de melhor. O brasileiro é patriota, ama o país. Espero que possamos chegar a um consenso e ter um Brasil melhor no futuro", assegurou o zagueiro David Luiz.

Mesmo vivendo fora há muitos anos, David Luiz e Hulk não escondem o apoio aos manifestantes pacíficos. O zagueiro vai mais além: admitiu o seu desejo de se juntar às manifestações.
"Sou a favor das manifestações. Até porque quando temos manifestações sabemos que o Brasil pode ser melhor. E lógico que eu por vir de baixo e graças a Deus estar numa posição boa, bate uma vontade. Viver essa situação e saber que eles têm total razão. Temos que dar ouvidos ao manifesto. O Brasil precisa melhorar em muitas coisas. Sentimos e sabemos que é verdade", ressaltou Hulk.

Verás que teu filho não foge à LUTA!

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domingo, 16 de junho de 2013

Nota do PSOL: Revolta popular é legítima. Abaixo a Repressão!

passeata_passagemO Partido Socialismo e Liberdade manifesta seu total apoio às manifestações ocorridas em todo o Brasil contra o aumento das tarifas dos transportes coletivos e repudia veementemente a violência policial que tem buscado reprimir o legítimo direito de organização e manifestação.

A crescente intensidade dos protestos – que passaram por Porto Alegre, Natal, Maceió, Goiânia, Rio de Janeiro e São Paulo – furaram o bloqueio da grande imprensa e tornaram-se tema que tem mobilizado a sociedade.

Governantes da turma do “prende e arrebenta” não entendem que a revolta causada por ficar até seis horas numa condução de péssima qualidade que consome um terço do salário é o motivo do apoio popular às manifestações. A contestação que começou com a juventude é a ponta do iceberg de uma imensa insatisfação coletiva. Responder com intransigência, truculência e brutalidade policial é jogar gasolina na fogueira. Alckmin, Haddad, Cabral e Paes assumam suas responsabilidades com a repressão revoltante e despropositada e sua inação. Além disso, não cabe ao Ministro Cardozo, que deveria ser da Justiça, incentivar a truculência e ajuda da Polícia Federal na repressão aos movimentos.

Ao mesmo tempo, a escalada de violência promovida pelas Polícias Militares, principalmente nos recentes protestos na capital paulista demonstram que a política totalitária dos governos municipais e estaduais não convive com a divergência, a crítica e a contestação o que resulta na criminalização dos movimentos sociais e manifestantes, fato inadmissível numa sociedade democrática e que merece o repúdio do PSOL. Exigimos a libertação imediata de todos os presos. Além disso, penalizar ativistas com pagamento de fianças, inclusive com valores absurdos e enquadramento por formação de quadrilha é inadmissível.

Ao acusar de vandalismo o conjunto desse amplo e legítimo movimento, governantes inescrupulosos e a elite brasileira tentam manipular a opinião pública, mas sofrem um imenso revés com a resposta clara das pesquisas, que demonstram enorme apoio popular às manifestações e repúdio à coação e violência policial.

Cabe salientar que recentemente as tarifas de transporte coletivo ficaram isentas das alíquotas de PIS e Cofins, o que deveria evitar o aumento. É absurdo que mesmo com essas vantagens tributárias, os empresários reajustem as tarifas de transporte coletivo com a anuência dos prefeitos e governadores. Esse conluio entre empresários e governantes não esconde que as empresas de transportes coletivos figuram como destacadas financiadoras das campanhas eleitorais dos que agora aceitam os aumentos como uma forma de “pagar a conta”.

Nas cidades governadas pelo PSOL – Macapá (AP) e Itaocara (RJ) – não houve aumento das tarifas de ônibus por decisão política dos prefeitos. Nossa lógica de governo está a serviço dos trabalhadores e da juventude e não de acordos com empresários que transformam o direito ao transporte público num simples negócio. Consideramos que é possível, com um orçamento equilibrado e disposição política, avançar em medidas como o passe livre para estudantes e mesmo a tarifa zero. A defesa dessas propostas, portanto, nada tem de irreal ou absurdo, assegurando o direito constitucional dos cidadãos à mobilidade.

O PSOL continuará a cerrar fileiras em defesa do direito à contestação, em defesa do direito ao transporte público de qualidade e contra a violência policial. Goiânia e Porto Alegre já obtiveram vitórias com a redução das tarifas. É hora de avançar e conquistar. E só com luta se conquista.

São Paulo, 14 de junho de 2013.

PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE