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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Por melhores condições de vida e de trabalho 20 mil marcham nas ruas de São Paulo

Texto: Intersindical Central da Classe Trabalhadora

Contra a ofensiva à classe trabalhadora, a INTERSINDICAL esteve presente na 8ª Marcha dos Trabalhadores


Milhares de trabalhadoras e trabalhadores participaram do ato unitário convocado pelas centrais sindicais e que teve a participação de movimentos sociais, como MST e MTST. Os organizadores falam em 40 mil pessoas presentes na marcha.

Por defender a unidade de ação em torno das reivindicações, a INTERSINDICAL Central da Classe Trabalhadora também participou da atividade.

Combate ao PL 4330 e a terceirização, redução da jornada de trabalho sem redução salarial, fim do fator previdenciário, investimentos na saúde pública, 10% do PIB para educação pública, investimentos nos transportes coletivos, na moradia popular e na reforma agrária faziam parte das reivindicações unitárias, que incluía ainda a redução das taxas de juros e melhorias das aposentadorias.

Os manifestantes lotaram a Praça da Sé, local de grandes lutas e enfrentamentos sociais. De lá, saíram em passeata até o vão livre do MASP, na Avenida Paulista, onde se encerrou a atividade.

Apesar da pauta unitária, havia grandes diferenças nas intervenções das centrais.

A INTERSINDICAL cobrou o atendimento das reivindicações e registrou que para avançar na pauta será necessário mudar a política econômica e abandonar as políticas que há décadas são orientadas para atender ao poder econômico. “A classe trabalhadora deve intensificar suas lutas para exigir nossos direitos. Nos locais de trabalho, nas greves e nas ruas devemos exigir: basta de dinheiro público para os banqueiros, empreiteiras e o agronegócio”, afirmou Edson Carneiro Índio, Secretário-Geral da INTERSINDICAL Central da Classe Trabalhadora.

“Na copa, o povo brasileiro vai torcer pela seleção. Mas também vai lutar para que a saúde, a educação e a moradia recebam os investimentos necessários. Queremos o fim da precarização dos serviços públicos e o fim da precarização do trabalho”, concluiu.

Além destes pontos, a INTERSINDICAL Central da Classe Trabalhadora reforçou a necessidade de combater as privatizações, realizar uma reforma tributária e exigiu a auditoria da dívida pública, que além de uma política efetiva de valorização do salário mínimo, são questões fundamentais para reverter o quadro de concentração de renda que marca a realidade brasileira.

Fotos Carlos Roberto Kaká

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terça-feira, 8 de abril de 2014

Bancários lançam revista em sessão da Comissão da Verdade, nesta sexta (11/04)

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Em 11 de abril de 2014 (faz 50 anos da intervenção no Sindicato dos Bancários de Santos e Região pelos golpistas em 1964) a diretoria realizará uma sessão da Comissão Nacional da Verdade (CNV), às 19h, na sede do Sindicato, com a presença da integrante da CNV, Rosa Maria Cardoso da Cunha e Adriano Diogo da Comissão da Verdade/SP.

Na ocasião, também lançará a revista: A “perigosa” unidade dos trabalhadores na “Moscou Brasileira”, que aborda a organização dos trabalhadores no Fórum Sindical de Debates, o Navio Prisão Raul Soares e como a ditadura atingiu a categoria perseguindo-a de 1944 até 1976.

Obs.: haverá coletiva para a imprensa com a presença de Rosa Cardoso (advogada da presidente Dilma Roussef na ditadura e ex-coordenadora nacional da Comissão da Verdade de maio a agosto de 2013) e Adriano Diogo – Coordenador da Comissão da Verdade/SP (Adriano Diogo foi preso e torturado pela OBAN - Operação Bandeirantes em 1971), além de familiares e trabalhadores perseguidos e presos pelo golpe civil militar de 1964, às 18h, na Av. Washington Luiz, 140, Santos/SP.

O Famigerado Golpe Civil Militar faz 50 anos

“É muito importante resgatar a história daqueles que foram os protagonistas da luta de classe. A cidade de Santos foi fundamental nesse período da história, quando havia o Fórum Sindical de Debates, instrumento para a organização dos trabalhadores. É preciso olhar para o passado para construir um futuro mais justo e igualitário”, ressaltou o presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região e Secretário de Relações Internacionais da Intersindical, Ricardo Saraiva Big.

Trecho da Revista

Santos é vanguarda 20 anos antes das greves do ABC

Santos representava a vanguarda da organização sindical no Brasil, 20 anos antes das grandes greves do ABC paulista. Empresários, políticos de partidos conservadores e militares, com apoio dos EUA (presidentes Kennedy, Lyndon  Johnson e Nixon, além dos militares e a CIA) também a chamavam de “Moscou Brasileira”, “Cidade Vermelha” ou “República Comunista” para influenciar a opinião pública. Alardeavam por meio dos grandes jornalões, comprometidos com o golpe, as mentiras de que a cidade era dominada por comunistas que guardavam grande arsenal de armas, fuzis e metralhadoras, nas sedes dos sindicatos. Com o objetivo de fazer a temida revolução socialista no País. Na verdade, tinham apenas um sindicalismo de reivindicações sérias. Havia comunistas, como em qualquer lugar do país, mas eles não predominavam nas entidades. E nenhum sindicato guardava sequer uma garrucha.

Porém, com estas bravatas, os militares justificaram as prisões em massa, as violentas invasões de sindicatos, cassação de políticos, o terrorismo, as torturas; enfim a destruição das organizações dos trabalhadores, da rica cultura da cidade e da liberdade política da população de se manifestar e eleger seus mandatários. A autonomia política da Cidade somente foi conquistada novamente em agosto de 1983. Depois de 20 anos amordaçada, sua gente pôde eleger seu prefeito, em 1984.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Movimentos sociais comemoram proibição de doações de empresas para campanhas

Natasha Pitts

Adital

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A maioria do Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucionais as doações de empresas privadas a partidos e candidatos no processo eleitoral. Com a antecipação de voto dos ministros Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski, o placar no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) n° 4.650, ajuizada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, chegou a seis votos contra um, garantindo maioria para a proibição do financiamento das pessoas jurídicas.

A decisão, para os movimentos sociais, é considerada uma vitória importante da sociedade civil, que luta por um sistema político mais democrático e livre das influências do poder econômico. "Foi uma surpresa para nós que lutamos por uma reforma política há tanto tempo. Não se imaginava que conquistaríamos tão cedo essa proibição do financiamento empresarial privado, já que, até agora, as campanhas são fundamentalmente financiadas pelas empresas”, afirma Ivo Lesbaupin, diretor executivo da Abong (Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais) e representante da entidade na Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, articulação que reúne parcela significativa das organizações e movimentos sociais brasileiros na luta por mudanças no sistema política.

"Dados de 2010 indicam que 94% dos recursos das campanhas eleitorais para a Presidência da República vieram de empresas. Na lista de financiadores, em primeiro lugar, vinham banqueiros e empreiteiras – justamente aqueles favorecidos e privilegiados pelo capital financeiro”, diz.

A proposta da Coalizão prevê o fim do financiamento por empresas, o fortalecimento do financiamento público e a possibilidade de financiamento privado individual (por pessoas físicas) até o valor de um salário mínimo.

"O problema se encontra no financiamento empresarial, em que os financiadores determinam as políticas que serão seguidas, seja pelos governantes seja pelos parlamentares. Se você permite o financiamento privado permite que o poder econômico determine o resultado das eleições. Em primeiro lugar, os financiadores e só depois os eleitores", analisa Lesbaupin, que considera que o fim desse modelo de financiamento implicará também em campanhas políticas mais baratas e em uma distribuição de gastos mais equilibrada entre os candidatos.

Jovita José Rosa, diretora do Movimento de Combate à Corrupção (MCCE), também avaliou a conquista em entrevista à Adital. Ela lembra que a sociedade brasileira já vinha reclamando dessa aberração, que é o financiamento de campanhas políticas por parte de empresários.

"Mesmo que a votação no STF ainda não tenha terminado já consideramos isso como uma vitória. Fica como exemplo para que o Congresso cumpra seu papel e não espere pelo Supremo. Eles tiveram a oportunidade de discutir o assunto, de colocar em pauta, e não o fizeram. A sociedade sai vitoriosa. Nossa expectativa é que, a partir de agora, a política seja desenvolvida em torno de ideias e propostas e não de poder econômico. Essa decisão permite privilegiar pessoas vocacionadas à política”, manifestou Jovita.

Julgaram até agora a ação procedente o relator Luiz Fux, além dos ministros Luís Roberto Barroso, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio e Dias Toffoli. O voto contrário foi de Teori Zavascki.

Ainda faltam os votos de quatro magistrados. O julgamento foi suspenso porque o ministro Gilmar Mendes pediu vistas do processo. Quando for retomado, o que não tem data para ocorrer, o STF definirá se a regra vale para 2014 ou só nas eleições posteriores. A demora na volta do julgamento ao plenário pode impedir sua aplicação nas eleições de outubro.

Os movimmentos ressaltam que os ministros que já votaram podem mudar o voto enquanto não terminar o julgamento, por isso é preciso ter cautela e aguardar o fim da votação para confirmar qual o resultado final, contudo, na prática, dificilmente alguém muda o voto.

"Acredito que, dificilmente, valerá para este ano por causa da regulamentação. As campanhas e o processo de financiamento já estão em andamento. Acho que valera a partir de 2016, mas só o fato de proibir já é uma revolução do sistema político. Depois do ficha limpa, é a maior conquista em relação a reforma política", afirma Lesbaupin.

A diretora do MCCE destacou outras pautas que fazem parte da Reforma Política e que ainda precisam conquistar vitória, entre elas a paridade entre homens e mulheres, questões ligadas à transparência, resgate dos partidos políticos e um referendo que possibilite a participação popular em uma possível reforma na Constituição.

Dentro do mesmo tema, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) aprovou, em primeiro turno, um projeto de lei que também proíbe a doação de recursos de empresas e Pessoas Jurídicas para o financiamento de campanhas eleitorais, sejam as doações em dinheiro ou em forma de publicidade. O projeto segue direito para a Câmara dos Deputados e só volta ao Senado se algum senador entrar com recursos pedindo votação da matéria em plenário.

Brasil pós-ditadura

ESCRITO POR FREI BETTO

Postado Correio da Cidadania

Faz 50 anos que o golpe militar, respaldado pela Casa Branca, implantou uma ditadura no Brasil. E 29 que os generais voltaram às casernas. E agora, José, vivemos uma verdadeira democracia?

Devagar com o andor, pois o santo é de barro. Cracia, sim; mas demo... Os generais deixaram o poder. Não de ter poder. Falam grosso nos quartéis e ainda têm a petulância de batizar turmas de formandos de Agulhas Negras com o nome de “Emílio Garrastazu Médici”, o mais sanguinário de todos os ditadores.

Comissões da Verdade trabalham arduamente para apurar os crimes da ditadura. Como não são também da Justiça, atuam manietadas. Não têm poder nem projeto de punir ninguém. “Homem mau dorme bem”, intitula-se um filme de Akira Kurosawa. O que dá às Forças Armadas a prerrogativa de não prestar satisfações à nação e manter sob sigilo os arquivos do regime militar, como fazem com os documentos da Guerra do Paraguai. Mas ninguém escapa de prestar contas à história...

Passadas quase três décadas do fim da ditadura, o Brasil nem sacudiu a poeira nem deu a volta por cima. Quem é hoje a figura majestática do PMDB, o maior partido do Brasil e principal aliado do governo petista? José Sarney. Quem era o presidente da Arena, partido de respaldo à ditadura e aos crimes por ela cometidos? José Sarney.

Nossas estruturas ainda conservam fortes resquícios dos 21 anos (1964-1985) de atrocidades. Em especial na política, que mantém o mesmo número de senadores por estado, malgrado a desproporção populacional, e aprova o financiamento de campanhas eleitorais por empreiteiras, bancos e empresas. Sei que nem tudo é como dantes – temos pluripartidarismo e a Constituição de 1988 –, mas ainda trafegamos à sombra do quartel de Abrantes.

Houve mudanças! O impossível aconteceu: Lula eleito presidente e o PT há 11 anos no poder. Lá chegou graças aos movimentos sociais que minaram os alicerces da ditadura. Como já disse, o poder, a cracia, ganhou novos protagonistas. Porém, a demo... o povo ficou de fora!

Nossa democracia ainda é predominantemente delegativa (delega-se, pelo voto, poder ao eleito); tendenciosamente representativa (vide os lobbies do agronegócio e dos grandes meios de comunicação); e nada participativa.

A socialdemocracia chegou ao Brasil, paradoxalmente, pelas mãos do PT, e não do PSDB. A pobreza extrema sofreu significativa redução; a escolaridade ampliou-se; a saúde socorreu-se na importação de médicos estrangeiros. No Nordeste, trocou-se o jegue pela moto. A inflação ficou sob controle; o salário mínimo teve crescimento expressivo; a linha branca, desonerada e facilitada pelo crédito, encheu os domicílios populares de geladeiras, fogões e máquinas de lavar.

Quem nunca comeu melado... Cadê os benefícios sociais? Transporte coletivo precário e congestionado; saúde pública infeccionada por falta de recursos; educação sem qualidade; segurança despreparada e insuficiente.

Em 11 anos de governo petista, nenhuma reforma de estruturas. Nem a agrária, nem a política, nem a tributária. Como fazia a ditadura, os megaprojetos atropelam as exigências ambientais (transposição do São Francisco; hidrelétricas como Belo Monte; Copa), enquanto a Amazônia perde o fôlego asfixiada por lavouras movidas a agrotóxicos e  ampliação dos pastos abertos a serra elétrica.

Eis que, de repente, o Brasil se dá conta de que não está deitado em berço esplêndido. E o gigante adormecido acorda... nas manifestações de rua!

Se os 11 anos de governo petista promoveram considerável inclusão econômica, falta propiciar a participação política. Ao contrário, temos um governo despolitizante, que acredita que só de pão vive o homem... Nada estranho que haja arruaças em manifestações.

Ainda somos o país do futuro... O presente requer um novo projeto Brasil.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Trabalhadores fundam a Intersindical

TV Movimento

A Intersindical -- Central da Classe Trabalhadora foi oficialmente fundada no dia 30 de março de 2014, em São Paulo. A Central que combate o capitalismo e todas as formas de opressão, combina a luta pelas reivindicações imediatas da classe trabalhadora (melhores condições de salários, trabalho e vida) à transformação social, por uma sociedade democrática, fraterna, igualitária, livre e socialista. Por este motivo, a Intersindical caminha junto com os movimentos sociais e tem em sua direção representação deste segmento. Vitória à classe trabalhadora deste país. Sigamos firmes na luta!