Translate - Tradutor

Visualizações de página

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Fechar escolas. Como assim?

Postado: Correio da Cidadania

Escrito por Silvio Souza

O fechamento de uma escola significa o fechamento de um local de realizações dentro de uma determinada comunidade, onde milhares de pessoas construíram histórias, realizaram sonhos, viveram experiências únicas, selaram amizades de vida inteira, apaixonaram-se, presenciaram transformações, deslumbraram-se diante de filmes inesquecíveis, conheceram heróis, aprenderam lições de vida e reverenciaram professores que sempre aparecem nas lembranças.

A escola faz parte de nossa história, é uma referência, nos habita, assim como seus personagens. Fechá-las? Como assim? Não se fecha escolas, pois simplesmente elas são imprescindíveis, como disse um dia Brecht (OS QUE LUTAM: Há aqueles que lutam um dia; e por isso são muito bons; há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons; há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda; porém, há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis.)

A escola nos ensinou a lutar e resiste o tempo todo, a vida toda, contra toda uma sorte de desmandos de quem parece que não frequentou as cadeiras do Brasil. De quem atrás de uma mesa em um gabinete qualquer ousa decidir que está acima da história.

Como assim vai fechar o lugar onde dei meu primeiro beijo, onde me apaixonei pela primeira vez, onde conheci meus melhores e mais incríveis amigos, onde ganhei campeonatos mais importantes do que uma Copa do Mundo, onde aprendi a ser solidário, onde podia ousar, onde vivi desafios, onde realizei minhas primeiras experiências, onde adorava estar, onde podia ir sem desconfiança dos pais, onde encontrei professores simplesmente maravilhosos, onde cresci, onde pude ser desafiado, onde construí convicções, onde aprendi a voar, onde fui feliz? Não se passa uma borracha e pronto.

O fechamento de uma escola é um sepultamento e uma opção de negação de construção de novas e boas vidas.

Quem escreveu, pois não conheço, que é melhor uma sala de aula com 50 alunos do que duas com 25? Onde está estabelecido que se a sala de aula tiver 20 alunos ela deve ser fechada, pois significa gasto e não investimento? Qual pressuposto legal, dos tantos que produzem, estabelece que estas supostas salas ociosas não podem ser transformadas em espaços educativos, tais como laboratórios, salas de projeção, salas de leitura, salas de informática, bibliotecas, espaços de contação de histórias, museus, salas de sonhos, de namoros, de beijos e muito mais?

Como assim vai fechar minha escola? Sim, minha escola, pois é o local para onde vou todos os dias durante anos e aprendi a tê-lo como referência, sem contar o fato de que minha mãe e meu pai também estudaram na minha escola. E esse sentimento de pertencimento é muito bom. Lembro ainda do meu primeiro dia de aula. Será que os caras de trás das escrivaninhas lembram? Levei até um lanche, já que minha mãe considerou o fato de que o momento merecia aquele pão com mortadela.

Ouço dizer e até leio que a educação é a melhor forma de transformar uma sociedade para melhor. Então, se estão fechando escolas é porque (e será que querem que consideremos isto?) nossa sociedade já está suficientemente boa, justa, solidária, fraterna, desenvolvida. Enfim, já nos transformamos naquele país do futuro, com garantias individuais e coletivas consolidadas. Não há mais meninos e meninas vendendo balas, doces, água, nos faróis.

Há outra questão, que também procurei entre estudiosos da pedagogia, da medicina, das ciências e não obtive respostas. É melhor separar os alunos por idade e ter escolas somente para pequenos, somente para mais ou menos pequenos e somente para aqueles que cresceram um pouco mais?

Imagino na minha época, éramos em nove irmãos, sim, família-empresa. E não poderíamos hoje, quando nos reunimos, falar da nossa escola. Eu não poderia estudar na mesma escola do meu irmão e quando pudesse, meu outro irmão mais novo não estaria na mesma escola que eu.

Será que isso tem explicação séria, comprovada, de que separar os menores dos maiores é melhor mesmo?

Assim, se a escola prepara para a vida, para a participação na sociedade, para o mundo do trabalho, para cidadania crítica, a lição que temos é que a melhor sociedade é aquela que está dividida. Ricos e pobres, letrados e analfabetos, homens e mulheres, pretos e brancos, heteros e homos, certos e errados, burgueses e proletários.

E só para registrar, nós moramos na mesma casa, estudamos na mesma escola, comemos na mesma mesa, sofremos os mesmos infortúnios reservados aos filhos dos trabalhadores e ainda hoje nos alimentamos da felicidade que aquele tempo nos deu.

E dessa história toda ainda tem o fato de que na nossa escola trabalhava a Dona Maria, e outras que eram responsáveis pela merenda, que comíamos, devorávamos, todos os dias, até porque o lanche foi só no primeiro dia. Para onde vão as Donas Marias, nossas vítimas e companheiras de escola? Para onde vai o pessoal da secretaria, os inspetores, o vendedor de doces? O que vai fazer o moço da papelaria em frente à escola?

Agora imagina só. A nossa escola, campeã dos torneios interescolares, ser fechada e de repente irmos estudar na escola que derrotamos nas últimas finais. Mais longe de casa, com sua própria história, com sua vida. E agora José? O que fazer, quando temos que interromper nossa construção de vida e passar a fazer parte da construção do outro. Será que o homem por trás da escrivaninha foi alguém que teve que passar por isso?

Está parecendo com o período quando os terrenos começaram a desaparecer pelas bandas lá de casa. Nossos campinhos deram lugar às casas. Mais gente pra jogar e menos campinho. Lembro ainda de a gente indo jogar no campinho da rua de cima e ter que esperar na reserva.

Com minha escola fechada, qual escola poderei, sem egoísmo, chamar de minha, de nossa, de todos, dos pequenos, médios, grandes. Qual? Como assim fechar escolas?


Silvio de Souza é professor de história.

domingo, 11 de outubro de 2015

“O povo brasileiro não se alimenta, come algo que acha ser alimento”, afirma líder de movimento camponês

Odair José de Souza, dirigente do Movimento dos Pequenos Agricultores, discute o papel do agronegócio, criticando o uso de agrotóxicos, e analisa os desafios postos para a produção de alimentos saudáveis.

Por José Coutinho Júnior,

De São Paulo (SP)

 

MST

O Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) irá realizar seu primeiro congresso em São Paulo. A organização pretende reunir 4 mil camponeses entre os dias 12 a 16 de outubro, na cidade de São Bernardo do Campo, para debater formas alternativas de produção e a aliança com os trabalhadores urbanos.

Segundo Odair José de Souza, dirigente nacional do MPA, a escolha da cidade não foi por acaso. “A relação do alimento com a cidade tem que levar uma mensagem de classe, de luta. Através do alimento a gente abre portas para fazer um debate com os trabalhadores do campo e da cidade, no sentido de que temos de nos unir”.

Paralela ao congresso ocorrerá uma feira com produtos produzidos pelos agricultores e uma mobilização com os trabalhadores urbanos. Em entrevista ao Brasil de Fato, Odair falou da importância do encontro, criticou o modelo do agronegócio e analisou a visão ainda presente na sociedade de que o camponês é atrasado. Confira:

Qual a importância do primeiro congresso do MPA, e porque ele será realizado em São Paulo?

O lema do congresso é “Plano camponês na aliança campo e cidade por soberania alimentar”. Estamos discutindo com os operários, com os metalúrgicos, os trabalhadores, a importância que o tema do alimento tem.

O povo brasileiro não se alimenta hoje, eles comem algo que acham ser alimento. É uma comida que não alimenta o bem estar, a alma, tem uma carga de porcaria.

Temos que fazer a discussão do que está sendo consumido e de quem produz. E quem produz está respeitando a natureza e produzindo sem veneno?

A relação do alimento com a cidade tem que levar uma mensagem de classe, de luta. Através do alimento a gente abre portas para fazer um debate com os trabalhadores do campo e da cidade, no sentido que temos de nos unir.

Escolhemos São Paulo por isso, e para os camponeses virem para cá, conhecerem como é. A nossa feira também vai estar ali, dialogando por meio da produção de todas regiões do país, para mostrar como tem diversidade de alimentos, como o operário pode fazer parte, chegar mais perto disso, para ver que há alternativa para a sociedade, para essa geração futura. Depende da relação entre campo e cidade e um projeto claro para o país.

Como os movimentos camponeses podem fazer frente ao agronegócio?

O agronegócio tem um projeto capitalista para o campo. O modelo de produção do agronegócio não é produzir alimento pro mercado interno, e sim exportar mercadorias.

O objetivo do agronegócio é o lucro, e a consequência desse modelo para a sociedade é o território devastado, devido ao monocultivo, que arrasa a terra e usa grandes quantias de agrotóxicos. Hoje o Brasil consome 5,2 litros de veneno por habitante. Somos o país que mais usa agrotóxicos.

Um modelo desses não se sustenta em nenhum país. O agronegócio é o capitalismo que leva o campo à barbárie.

Quando falamos em agronegócio, visualizamos um inimigo não só dos camponeses, mas da sociedade, que traz doenças como câncer para a sociedade, e esse modelo é capitaneada pelo governo brasileiro.

O produtor de alimentos no país é o campesinato. Hoje com 24% das terras produzimos 70% dos alimentos. Temos que enfrentar e encarar o agronegócio no campo através da nossa produção e da valorização dos nossos territórios, além de conscientizar a sociedade que o alimento que ela está consumindo é contaminado.

Você acredita que a consciência da sociedade em relação aos transgênicos e agrotóxicos está aumentando?

Os meios de comunicação, o Ministério da Agricultura são hegemonizados pelo capital e o agronegócio. Por mais que se saiba dos altos índices de agrotóxicos e dos riscos dos transgênicos, o debate avança pouco.

Mas temos tido êxito. Estamos realizando uma transição agroecológica na nossa base. Então muita gente que produzia com veneno hoje produz sem ou já diminuiu bastante. É uma discussão de médio prazo. Acreditamos que as futuras gerações vão ter outra concepção de agricultura pro campo.

A sociedade tem a visão do camponês como alguém atrasado. Como quebrar essa visão?

Há uma cultura pesada em cima do campesinato, e isso foi intencional, porque tinha que ter uma migração de pessoas para trabalhar nas grandes fábricas e esvaziar o campo, garantindo o domínio do latifúndio.

E não é só pela economia ou política que se esvazia o campo, é pela cultura. Desde o Jeca Tatu já se falava que o campesinato era atrasado, feio, tinha dente quebrado e que o país precisava de uma coisa mais moderna, do progresso.

Mas não puxamos um campesinato saudosista, e sim um que dialogue com esse tempo que vivemos século. As tradições ruins, como o machismo, podem ficar lá pra trás.

O campesinato não vai ter o dente estragado, vai ser médico, jornalista, vai lutar por uma cultura melhor, um bem estar maior para sua família e comunidade, porque ele não quer vir para a cidade disputar as políticas públicas da cidade, que não conseguem atender nem quem já mora aqui.

Eu não vejo atraso em quem quer produzir alimento saudável para o povo brasileiro. O campesinato é uma proposta alternativa de vida frente ao agronegócio, que é a proposta de morte para o campo.

De forma geral, o que o MPA entende por campesinato?

Entendemos que o campesinato é um jeito cultural de ser, de viver e de produzir diversificado. É um modelo de campo onde a gente trabalha com respeito à água, à natureza, com responsabilidade de produzir alimentos para quem come.

A concepção do governo em relação à agricultura familiar é de que se crie uma “classe média no campo”. Como lutar por um modelo alternativo de agricultura nesse cenário?

A cultura de confundir o que é agricultura familiar, camponesa e o agronegócio vem sendo implementada há muito tempo. Nós falamos que agricultura familiar é “agronegocinho”, porque para os produtores só muda a extensão de terra.

O agricultor ainda quer ter trator, silos grandes, plantar monocultivos. O que foi botado na cabeça dele através dos técnicos, agrônomos, da mídia é essa mentalidade, e a agricultura familiar se torna a extensão do agronegócio.

Temos outro entendimento de campo. O monocultivo não é alimento e não se sustenta. Tem que haver uma diversificação de produção, um cuidar do campo.

O monocultivo despreza a água, os recursos naturais, as florestas. Em Rondônia, por exemplo, derrubam babaçu, que dá uma variedade de alimentos, para plantar soja. É uma estupidez.

Como o Plano Safra se insere nessa lógica?

A agricultura familiar adota o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O programa não acode as necessidades do campesinato.

Temos 8 milhões de famílias no campo, e o Pronaf só assiste 700 mil famílias, que ficam endividadas depois de pegar o crédito. O Pronaf, por mais que seja dinheiro do governo, é operado pelos bancos.

Por isso o programa é muito burocrático, faz muitas exigências e não dá para pagar o retorno. Se fala que o Plano Safra tem 30 bilhões de reais para a agricultura familiar. Se 60% disso chegar na ponta é muito.

Tem que haver um tipo de crédito desbancarizado, com planos que beneficiem um modelo de agricultura diferenciada, com dinheiro específico do governo para um programa de fomento à agroecologia.

O Plano Nacional de Agroecologia não avançou na criação de um programa assim?

Avançou pouco, porque o Estado é inoperante. O Estado não foi feito para funcionar pros trabalhadores. Em Rondônia,são realizados diversos seminários para ver linhas para aplicar o plano, mas não sai do papel, e o recurso muitas vezes não chega.

Além disso, com os cortes do ajuste fiscal feitos pelo governo, que caem em cima dos trabalhadores, vai ser mais difícil ainda obter esse recurso.

O plano é bonito, mas não se materializa. Não por falta de vontade política, e sim porque estado é inoperante, ele não é feito para trabalhar para os pobres. Agora para o agronegócio o crédito chega rápido e o estado opera com eficiência.

sábado, 10 de outubro de 2015

Parlamentares votam contra trabalhadores e rasgam CLT

Por: Intersindical Central da Classe Trabalhadora

Esses 12 parlamentares votaram o artigo que acaba com os direitos trabalhistas.

NegLeg

A comissão mista, composta por senadores e deputados, que analisou a Medida Provisória 680, aprovou um verdadeiro “jabuti” e introduziu a prevalência do negociado sobre o legislado. Pela regra, incluída por uma manobra do deputado Daniel Vilela (PMDB-GO), os direitos trabalhistas garantidos pela CLT só prevalecerão se não houver convenção ou acordo coletivo que disponha em contrário.

Ou seja, coloca milhões de trabalhadores à mercê de chantagem patronal para que aceitem redução de direitos previstos em lei. A medida, na prática, rasga a CLT e deve acarretar impactos profundos sobre a classe trabalhadora.

“A prevalência da negociação sobre a lei representa o fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), atingindo principalmente categorias menos organizadas”, alerta Alexandre Caso, membro da Intersindical Central da Classe Trabalhadora.

Essa medida foi tentada várias vezes na década de 1990. E só não foi aprovada por FHC porque os trabalhadores resistiram e impediram sua aprovação. Nesse momento, a bancada patronal no congresso se aproveita da crise no país para impor tamanho absurdo. “Como a direita não conseguiu vencer a resistência social para aprovar a terceirização, investem agora em outra maneira de dizimar os direitos trabalhistas”, afirma Edson Carneiro Índio, Secretário Geral da Intersindical.

Agora, a MP 680/2015 será votada no Plenário da Câmara e, posteriormente, no Senado.

Veja abaixo relação dos Senadores e Deputados que votaram esse ataque aos seus direitos.

Ajude a denunciar e impedir a aprovação pelo plenário (clique na foto para o contato do parlamentar):

Deputados traidores da classe

Leia também:
Entidades debatem o negociado sobre o legislado na MP 680
Mais um round da ofensiva conservadora para rasgar a CLT
Índio: Programa de Proteção ao Emprego permite a empresas chantagear trabalhador

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Frente Povo Sem Medo!

Por: Carlos Roberto kaká

Neste momento diversos movimentos populares, Centrais Sindicais e Estudantil lançam a Frente Nacional de Mobilização POVO SEM MEDO, uma aliança nacional de homens e mulheres que lutam por um país justo, por mais direitos, contra qualquer politica de retrocesso e por respeito à democracia.
"a Frente Povo Sem Medo adota um discurso de “recuperar as ruas”, que, para eles, foram tomadas por manifestações de caráter conservador desde os atos pós-junho de 2013. Também defende a taxação das grandes fortunas, algo que o Governo ainda não conseguiu emplacar no Congresso, e a auditoria da dívida pública. O primeiro ato do grupo está marcado para 8 de novembro, mas não há detalhes de como ele será."
AQUI ESTÁ O POVO SEM MEDO!
Convocaram para o lançamento da Frente Povo Sem Medo
Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)
Central Única dos Trabalhadores (CUT)
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
Intersindical - Central da Classe Trabalhadora
União Nacional dos Estudantes (UNE)
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes)
Associação Nacional dos Pós Graduandos (ANPG)
Federação Nacional dos Estudantes do Ensino Técino (Fenet)
Uneafro
Círculo Palmarino
Unegro
Igreja Povo de Deus em Movimento (IPDM)
União da Juventude Socialista (UJS)
Rua - Juventude Anticapitalista
Coletivo Juntos
União da Juventude Rebelião (UJR)
Juventude Socialismo e Liberdade (JSOL)
Coletivo Construção
Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB)
Mídia Ninja
Coletivo Cordel
União Brasileira de Mulheres (UBM)
Bloco de Resistência Socialista
Rede Emancipa de Educação Popular

Fotos: Carlos Roberto kaká

Frente Povo Sem Medo

Juca Kfouri

CARTA CONVOCATÓRIA DE LANÇAMENTO DA FRENTE “POVO SEM MEDO”

12119118_985930628137774_8114429756697388398_nO mundo vive sob o signo de uma profunda crise do capitalismo, que perdura desde 2008. Medidas de austeridade econômica dominam a agenda política, multiplicando desemprego, miséria e redução dos direitos trabalhistas. Por outro lado, os banqueiros comemoram cada aniversário da crise, aumentando seus já exorbitantes lucros.

No Brasil, as medidas econômicas não deveriam seguir o mesmo script. O “ajuste fiscal” do governo federal diminui investimentos sociais e ataca direitos dos trabalhadores. Os cortes na educação pública, o arrocho no salário dos servidores, a suspensão dos concursos são parte dessa política. Ao mesmo tempo, medidas presentes na Agenda Brasil como, aumento da idade de aposentadoria e ataques aos de direitos e à regulação ambiental também representam enormes retrocessos. Enquanto isso, o 1% dos ricos não foram chamados à responsabilidade. Suas riquezas e seus patrimônios seguem sem nenhuma taxação progressiva. O povo está pagando a conta da crise.

Ao mesmo tempo, os setores mais conservadores atacam impondo uma pauta antipopular, antidemocrática e intolerante, especialmente no Congresso Nacional. Medidas como a contrarreforma política, redução da maioridade penal, a ampliação das terceirizações, as tentativas de privatização da Petrobrás e a lei antiterrorismo expressam este processo.

No momento político e econômico que o país tem vivido se torna urgente a necessidade de o povo intensificar a mobilização nas ruas, avenidas e praças contra esta ofensiva conservadora, o ajuste fiscal antipopular e defendendo uma saída que não onere os mais pobres.

A conjuntura desenha momentos desafiadores para o movimento social brasileiro. Precisamos apostar na unidade nas ruas e nas lutas. Esta é a motivação maior de criar uma frente nacional de mobilização, protagonizada pelos movimentos sociais, a Frente Povo Sem Medo.

Será preciso avançar na agenda que os setores populares imprimiram em várias mobilizações ao longo de 2015, como o 15/4, o 25/6 e o 20/8 e também nas greves e mobilizações de diversas categorias organizadas dos trabalhadores:

– Contra a ofensiva conservadora e as saídas à direita para a crise. Não aceitaremos a pauta que este Congresso impõe ao Brasil. Defenderemos a radicalização da nossa democracia, a tolerância e as liberdades contra o racismo, a intolerância religiosa, o machismo, a LGBTfobia e a criminalização das lutas sociais.

– Contra as políticas de austeridade aplicadas pelo governo, em nome de ajustar as contas públicas. Não aceitamos pagar a conta da crise. Defenderemos que a crise seja combatida com taxação de grandes fortunas, lucros e dividendos, auditoria da dívida e suspensão dos compromissos com os banqueiros.

– A saída será nas ruas, com o povo, por Reformas Populares. Defenderemos a democratização do sistema político, do judiciário e das comunicações e reformas estruturais, como a tributária, a urbana e a agrária.
Esta frente nasce em um momento de grandes embates e com a responsabilidade de fazer avançar soluções populares para nossa encruzilhada. Sabemos que para isso será preciso independência política, firmeza de princípios e foco em amplas mobilizações.

Convocamos todos e todas a se somarem no lançamento da Frente “Povo Sem Medo” que será realizada no dia 08 de Outubro na cidade de São Paulo, às 18 horas.

AQUI ESTÁ O POVO SEM MEDO!

CONVOCAM PARA O LANÇAMENTO DA FRENTE “POVO SEM MEDO”:

Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)
Central Única dos Trabalhadores (CUT)Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
União Nacional dos Estudantes (UNE)
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes)
Associação Nacional dos Pós Graduandos (ANPG)
Federação Nacional dos Estudantes do Ensino Técino (Fenet)
Uneafro
Círculo Palmarino
Unegro
Igreja Povo de Deus em Movimento (IPDM)
União da Juventude Socialista (UJS)
Rua – Juventude Anticapitalista
Coletivo Juntos
União da Juventude Rebelião (UJR)
Juventude Socialismo e Liberdade (JSOL)
Coletivo Construção
Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB)
Mídia Ninja
Coletivo Cordel
União Brasileira de Mulheres (UBM)
Bloco de Resistência Socialista
Rede Emancipa de Educação Popular
Coletivo de Mulheres Olga Benário
Juventude da Esquerda Marxista
Brigadas Populares

INTELECTUAIS, ARTISTAS E FIGURAS PÚBLICAS QUE APÓIAM O “POVO SEM MEDO”

Frei Betto, escritor e frade dominicano
Jorge Souto Maior, juiz do trabalho e professor da Faculdade de Direito da USP
Gregório Duvivier, ator e escritor
André Singer, professor de Ciência Política da USP
Ermínia Maricato, urbanista e professora da FAU/USP
Leonardo Sakamoto, jornalista
Hugo Melo Filho, juiz do trabalho e professor de Direito da UFPE
Lincoln Secco, professor de História da USP
Laerte Coutinho, cartunista
Vladimir Safatle, professor de Filosofia da USP
Raquel Rolnik, urbanista e professora da FAU/USP
Laymert Garcia dos Santos, professor da Unicamp
Ferrez, escritor
Priscila Figueiredo, professora de Letras da USP
Luiz Martins, professor da ECA/USP
Maria Rita Kehl, psicanalista
Jean Tible, professor de Ciências Políticas da USP
Marcelo Freixo, deputado estadual pelo PSOL/RJ
Lucio Flavio de Almeida, professor da PUC/SP
João Sette Whitaker, urbanista e professor da FAU/USP
Jean Wyllys, deputado federal pelo PSOL
Alberto Alonso Muñoz, juiz de direito e membro da Associação da Juízes para a Democracia
Ruy Braga, professor de Ciências Sociais da USP
Felipe Brito, professor da UFF
Gilberto Maringoni, cartunista e professor da UFABC
Jair Pinheiro, professor da Unesp
Chico Miraglia, professor do IME/USP
Debora Goulart, professora da Unifesp
Eliel Ribeiro Machado, professor da Universidade Estadual de Londrina
Marcelo Totti, professor da Unesp
Cloves Barbosa, professor da Universidade Federal do Sul-Sudoeste do Pará
Henrique Novaes, professor da Unesp
Ricardo Musse, professor de Ciências Sociais da USP
Paulo Kliass, economista
Leci Brandão, cantora e deputada estadual pelo PC do B/SP
Carlos Latuff, cartunista
Ivan Valente, deputado federal pelo PSOL
Orlando Silva, deputado federal pelo PC do B
Luciana Genro, ex-candidata a presidente da República pelo PSOL
Edmilson Rodrigues, deputado federal pelo PSOL
Chico Alencar, deputado federal pelo PSOL
Ana Mercês Bahia Bock – psicóloga
Laura Capriglione, jornalista e militante do coletivo Jornalistas Livres
Nilce Aravecchia, professora da FAU/USP
Fernando Santomauro, pesquisador
Lindberg Farias, senador da República pelo PT
Alana Moraes, antropóloga
Altamiro Borges, blogueiro e militante do Centro de Mídia Barão de Itararé
Odair Furtado, psicólogo
Maria da Graça Gonçalves, psicóloga
José Agnaldo Gomes, psicólogo
Francisco José Castilhos Karam, professor de jornalismo da UFSC
Paulo Nakatani, presidente da Sociedade de economia política.
Clarisse Chiappini Castilhos, economista
Carlos Schmidt, professor emérito de economia da UFRGS
Billy Graeff, professor da Universidade Federal do Rio Grande – FURG
Rafael Passos, Arquiteto e Urbanista, vice presidente do IAB/RS
Fernando Campos Costa, membro Amigos da Terra Brasil
Leandro F. Andrade, psicólogo
Edna Peters Kahhale, psicóloga
Rosângela Sartechi, professora da FFLCH/USP
Marcus Vinicius de Oliveira Silva, psicólogo professor emérito da UFBA
Annie Schmaltz Hsiou,professora da USP campus Ribeirão Preto
Otaviano Helene, professor do Instituto de Física da USP
Andrea Caldas, diretora da Faculdade de Educação da UFPR
Cid Benjamin, jornalista e escritor
Lisete Regina Gomes Arelaro, professora da Faculdade de Educação da USP
Silvio Duarte Bock, pedagogo
Wanda Maria Junqueira de Aguiar, psicóloga professora da PUCSP
César Antunes, professor da Faculdade de Odontologia da USP

Ciro Teixeira Correia, professor do Instituto de Geociências da USP
Ivana Jinkings, editora – Boitempo Editorial
Marcos Ribeiro Ferreira, psicólogo e professor emérito da UFSC
Odilon Guedes, economista
Osvaldo Coggiola, professor de História da USP
Reginaldo Mattar Nasser, chefe do Departamento de Relações Internacionais da PUC/SP
Suzana Salem, professora do Instituto de Física da USP
Eduardo Fagnani, professor do Instituto de Economia da Unicamp e coordenador da rede Plataforma Política Social
Ivã Gurgel, professor do Instituto de Física da USP
Valéria de Marco, professora da FFLCH/USP
Demétrio G. C. de Toledo, professor do Bacharelado em Relações Internacionais da UFABC
Heloisa Daruiz Borsari, professora do Instituto de Matemática da USP
Marco Brinatti, professor da Escola Politécnica da USP
João Zanetic, professor do Instituto de Física da USP
Pedro Paulo Zahluth Bastos, Fórum 21 e professor associado de economia da Unicamp
Elisabetta Santoro, professora da FFLCH/USP
Kimi Tomizaki, professora da Faculdade de Educação da USP
Milton Temer, ex-deputado federal (PT), dirigente do PSOL
Vera Malaguti Batista, professora da UERJ
Nilo Batista, professor da UERJ e UFRJ
Adriana P. B. Tufaile, professora da EACH/USP