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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Líder do PSOL repudia a atitude de médicos brasileiros em relação aos cubanos

O líder do PSOL, deputado federal Ivan Valente (SP), critica a atitude de médicos brasileiros que vaiaram e xingaram os profissionais de saúde estrangeiros que chegaram ao Brasil para participar do programa Mais Médicos. A atitude preconceituosa pode ser verificada até na imprensa.
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médica saca uma nota de cem reais e fala; "é de dinheiro mesmo que a gente gosta...
“O que está acontecendo no Brasil em relação à vinda de médicos estrangeiros e agora particularmente aos cubanos é uma demonstração de xenofobia, de ódio, de preconceito, que precisa ser repudiada. O que fez uma jornalista? Disse que as médicas cubanas pareciam domésticas. Atingiu todas e quaisquer trabalhadoras brasileiras e também as médicas cubanas com racismo e com preconceito”, denuncia Ivan Valente.

O deputado classifica como retrocesso essas atitudes que devem ser repudiadas pela sociedade brasileira. Ele critica o estímulo ao preconceito que está sendo feito pelos conselhos de medicina. E citou a imagem, veiculada por emissoras de tv e publicada pela imprensa escrita, de um médico negro desembarcando em Fortaleza (CE) e uma mulher loira de jaleco gritando: “escravo”.

“Não vou discutir agora o Programa Mais Médicos, porque isso nós vamos discutir aqui como medida provisória, como política de saúde, como respostas às necessidades da população no campo da saúde. E o PSOL tem muitas críticas. Nós somos contra a privatização da saúde e defendemos um Sistema Único de Saúde de qualidade”, declarou. “Eu espero que os médicos do Brasil, cidadãos médicos, tão importantes para o País, repudiem essas posturas”.

Assista o SBT mostra farra de médicos em hospital público do Rio

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Encontro de base aprova reivindicações da campanha salarial 2013

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Edinho, dirigente do Unificados, e da INTERSINDICAL fala durante o encontro de base. 

No encontro de base do Unificados as trabalhadoras e trabalhadores aprovaram a pré-pauta de reivindicações para a campanha salarial 2013 discutida na Federação dos Trabalhadores no Ramo Químico de São Paulo (Fetquim), da qual o Unificados faz parte. O encontro foi realizado ontem (25 de agosto), com a participação de companheiras e companheiros das regionais de Campinas, Osasco e Vinhedo.

Embora neste ano a negociação seja apenas dos itens econômicos, ou seja, aumento real nos salários e no piso da categoria e da participação nos lucros e resultados (PLR), a pauta que será entregue à patronal incluirá também a reivindicação pela redução da jornada para 40 horas semanais sem redução nos salários e com sábados e domingos livres, mais a licença maternidade de 180 dias.

A data base é 01 de novembro e corresponde ao período aquisitivo de 01 de novembro de 2012 a 31 de outubro de 2013.

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Valdir, dirigente do Unificados, e da INTERSINDICAL fala durante o encontro de base. Foto editada para evitar identificação dos trabalhadores

Crescem a inflação e o faturamento das empresas

Dirigentes do Unificados fizeram exposições sobre o atual cenário econômico, favorável às empresas do ramo químico por conta dos subsídios oferecidos pelo governo. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o faturamento da indústria química brasileira em 2012 foi cerca de R$ 293 bilhões. No mês de junho, as vendas internas de produtos químicos de uso industrial registraram crescimento de 6,90% em relação a maio, com perspectiva de manutenção deste crescimento.

Já o custo de vida dos trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos cresceu 4,5% entre novembro de 2012 e julho de 2013, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Essa é a realidade dos trabalhadores da base do Unificados e a previsão é de que este porcentual chegue até 6% em outubro.

Diante destes dados, a reivindicação econômica aprovada é a de 13% de aumento salarial, piso de R$ 1.550,00 (valor que recupera a mesma valorização do salário mínimo, aplicado ao piso dos químicos), PLR de R$ 2.860,00 (tomando como base o salário mínimo do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos, o Dieese) e cesta básica gratuita, sem condicionantes, uma vez que muitas empresas não tratam como um benefício, suspendendo-a em caso de faltas, atrasos ou mesmo com a apresentação de atestado médico.

Mobilização

Para obter conquistas no processo de negociação, a mobilização com participação nas assembleias é essencial. O Unificados realizará assembleias nas fábricas e organizará mobilizações para pressionar os patrões a atender as reivindicações. Na fala de vários dirigentes, os atos e protestos que ocorrem em todo o país foram citados como exemplos para obtenção de conquistas reais.

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Reivindicações específicas

Além das abordagens sobre o momento político e aprovação da pauta geral de reivindicações, no encontro os trabalhadores debateram sobre as principais necessidades de melhorias específicas em cada empresa. Na maioria delas, as reivindicações mais citadas foram por aumento real nos salários, redução da jornada e fim da escala de seis dias trabalhados para dois de folga, melhorias na cesta básica, plano de saúde, plano de cargos e salários, fim do assédio moral, PLR, segurança e transporte. Estas reivindicações serão colocadas em pautas específicas a serem protocoladas em cada empresa.

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30 DE AGOSTO: Dia de protesto nacional pelo fim do projeto da terceirização

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Assembleia na Planmar, em Sumaré, dia 20 de agosto de 2013

Assembleias na Sulamérica, Planmar e SPBIO, em Sumaré

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Assembleia de campanha salarial na Componian, em Cajamar

Trabalhadores da Componian aprovam estado de greve, em Cajamar

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Assembleia do Unificados na CBCRIL, em Cajamar

Assembleia na CBCRIL sobre campanha salarial e terceirização

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Vito Giannotti convida para o 19ºCurso Anual do NPC: a comunicação dos trabalhadores e a outra, o mundo afora, em debate

Assista este filminho e saiba tudo sobre o 19º Curso Anual do NPC:

 

Jornalistas, dirigentes sindicais e demais interessados já podem se inscrever no 19º Curso Anual de Comunicação do NPC. Este ano o curso acontece de 20 a 24 de novembro, no Rio de Janeiro, com o tema “MÍDIA E PODER NO BRASIL E O MUNDO HOJE”. A mesa de abertura, na tarde do dia 20, será com o Joel Rufino dos Santos e Ignacio Ramonet, que debaterão “A Comunicação e a Resistência das classes populares no século XXI”. As inscrições custam R$ 670 (sem estadia) e R$ 1220 para os que precisarem de estadia no Rio. Todas as inscrições dão direito a almoço nos dias 21, 22 e 23/11, estadia nos dias 20, (após 12h), 21, 22 e 23 até 12h do dia 24, lanches e apostilas. Os primeiros 10 estudantes de comunicação, que se inscreverem, têm desconto de 30% em inscrições sem estadia. Confira a programação completa e saiba como se inscrever. Informações pelo e-mail npiratininga@piratininga.org.br ou pelo telefone (21) 2220-4895.

Para conferir a programação completa, saber como se inscrever e acompanhar as novidades, basta acessar a página do curso: http://nucleopiratininga.org.br/curso2013/

domingo, 25 de agosto de 2013

Médicos Cubanos vêm para o Brasil por Solidariedade e não por dinheiro

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Viemos ao Brasil por solidariedade e não por dinheiro, diz cubano

Os primeiros médicos cubanos que desembarcaram no Brasil para participar do programa Mais Médicos, do governo federal, disseram neste sábado que vieram "por solidariedade, e não por dinheiro".
"Nós somos médicos por vocação e não por dinheiro. Trabalhamos porque nossa ajuda foi solicitada, e não por salário, nem no Brasil nem em nenhum lugar do mundo", afirmou o médico de família Nelson Rodriguez, ao desembarcar no aeroporto internacional de Recife (PE). Os médicos cubanos desembarcaram vestindo jaleco, com bandeiras do Brasil e de Cuba.

sábado, 24 de agosto de 2013

Ex-executivo da Siemens relata 'ilícitos' em contratos do setor elétrico e de saúde

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Nada que já não soubéssemos.
Ex-executivo da Siemens relata 'ilícitos' em contratos do setor elétrico e de saúde.
Em carta de 2008 à matriz na Alemanha, funcionário diz que formação de cartel e pagamento de propina a agentes públicos não eram exclusivos da área de transportes; documento originou apuração sobre ilegalidades em trens e no metrô.
A carta que levou a investigações, no Brasil e na Alemanha, sobre irregularidades cometidas pela Siemens em licitações e formação de cartel no sistema metroferroviário cita "práticas ilícitas" não só nos transportes, mas também nos setores de energia e de equipamentos médicos da empresa. Para os investigadores, a rotina denunciada no documento, enviado em junho de 2008 à matriz da multinacional, engloba fraudes em concorrências públicas e pagamento de propinas a agentes públicos brasileiros.
A carta com as acusações, que hoje os investigadores sabem ser de um ex-executivo da multinacional, foi enviada ao ombudsman da Siemens na Alemanha e a autoridades brasileiras em junho de 2008. Embora fosse anônima, a riqueza de detalhes que continha em suas cinco páginas, 77 tópicos e seis anexos levou os investigadores a deflagrar uma apuração sem precedentes. Na Siemens, resultou na demissão da cúpula em diversos países - inclusive no Brasil. Em muitos países, resultou também n a instauração de procedimentos investigatórios pelos órgãos competentes.
No início da denúncia, o autor, dirigindo-se ao então ombudsman da Siemens na Alemanha, Hans-Otto Jordan, afirma que apontará "alguns fatos e documentos que demonstram práticas ilegais da Siemens, no passado e atualmente" e cita projetos dos metrôs de São Paulo e Brasília, onde aponta a prática de corrupção. Ele prossegue: "Esse tipo de prática não é um privilégio da Divisão de Transportes. São práticas comuns também nas divisões de Transmissão e Distribuição de Energia, Geração de Energia e de Sistemas Médicos".
O autor da denúncia que colocou a Siemens no centro do grande escândalo mundial não fornece detalhes sobre malfeitos nessas áreas específicas nem cita nomes ou esferas de governo. No Brasil, a multinacional alemã tem contratos milionários com empresas de diversos governos. No federal, controladas da Eletrobrás como Furnas, Chesf e Eletronorte tem contratos com a empresa. No governo paulista, a Cesp contratou a Siemens em diversas ocasiões.
Verossímil. Os investigadores veem o relato do denunciante como verossímil porque outras informações transmitidas na carta agora são confirmadas pelos seis executivos que trabalharam na Siemens e firmaram, em 22 de maio de 2013, acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). São subscritores do pacto o Ministério Público Federal e o Estadual.
Os lenientes - quatro executivos brasileiros e dois alemães que ocupavam cargos do alto escalão da companhia - revelaram a formação de um cartel no sistema metroferroviário de São Paulo, situação já apontada pelo autor da carta.
"É impressionante observar que, apesar de todos os escândalos e consequências para toda a companhia, a Siemens Brasil continua pagando propinas no Brasil para conseguir contratos lucrativos", acentuou o denunciante. "Espero que as informações mencionadas possam ajudá-lo em sua difícil função como ombudsman em uma companhia que não aprendeu com as lições do passado."
Outro cartel. O Cade conduz investigação sobre expedientes atribuídos à Siemens que teriam violado a competição no setor energético. Instalada em 2006 e ainda não concluída, uma investigação conduzida pela Secretaria de Direito Econômico do órgão aponta para a formação de cartel na venda de transformadores de distribuição de energia elétrica que teria provocado prejuízo de pelo menos R$ 1,7 bilhão a empresas do setor entre 1988 e 2004. A informação foi revelada em 2007 pelo jornal Folha de S. Paulo.
Nesse caso, a Siemens é vítima do próprio instrumento do qual se beneficia em relação ao setor metroferroviário, já que outra empresa, a ABB, fez um acordo de leniência com o Cade, livrando-se de pagar uma multa milionária. Na ocasião, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, relatou que costumava ouvir muitas queixas do setor elétrico sobre preços de equipamentos muito acima do mercado internacional, e disse crer na existência de diversos cartéis na área. "Acho que é a ponta do iceberg", disse então.
Trechos da carta: "Eu gostaria de trazer para o seu conhecimento alguns fatos e documentos que demonstram práticas ilícitas adotadas pela Siemens no Brasil, nos dias de hoje e no passado, particularmente nos seguintes projetos: CPTM Linha G (Linha 5 do Metrô de São Paulo), CPTM Série 3000 e contrato de manutenção do Metrô-DF."
"Esse tipo de prática não é privilégio da divisão de transportes. Elas também são comuns nas áreas de transmissão e distribuição de energia, geração de energia e na divisão de sistema de saúde, que trabalham com empresas públicas."
"Essa carta e os documentos anexados a ela serão distribuídos às autoridades brasileiras que estão investigando o caso de pagamento de propina pela Alstom em diversos projetos do Brasil, dentre os quais a da linha G da CPTM."
"É surpreendente observar que, apesar dos escândalos e das consequências para toda a companhia, a Siemens Brazil continua a pagar propina no País para ganhar contratos rentáveis."
http://bit.ly/15gQtb0