TV Movimento cobriu uma das assembleias dos servidores de Campinas, no dia 05 de Junho. Neste mesmo dia a greve foi encerrada, com muitos questionamentos dos servidores pela forma como se comportou o sindicato.
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sábado, 8 de junho de 2013
Primeira manifestação contra o aumento das tarifas do transporte público é reprimida
07 de junho de 2013
INTERSINDICAL - Por: Alexandre Maciel – Fotos Alexandre Maciel
A atividade foi marcada por grande número de jovens e violência policial
Cerca de 4 mil manifestantes se reuniram ontem em frente ao Teatro Municipal para protestar contra o aumento das passagens. Pessoas de todos os cantos da cidade, especialmente jovens, saíram em caminhada e seguiram em direção à Prefeitura de São Paulo, passaram pelo Vale do Anhangabaú e bloquearam completamente a bifurcação entre as avenidas 23 de Maio e 9 de Julho.
No entanto, a atividade que deveria ser pacífica foi alvo de diversos ataques da polícia. O primeiro aconteceu ali mesmo, próximo à bifurcação, na região do Terminal Bandeira. Ao se aproximar dos manifestantes, os policiais não pouparam bala de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. Não houve conversa, não houve tentativa de acalmar os ânimos. A missão do corpo policial era clara: reprimir o protesto por meio da violência. Quem esteve lá não teve dúvidas.
A estação do Metrô Anhangabaú foi fechada, trabalhadores que passavam pelo local tiveram dificuldades de entrar e se intoxicaram com a densa fumaça que tomou conta do local. Nem os agentes a serviço do Metrô escaparam. Curiosamente, já neste momento inicial, muitas pessoas relataram que tinham a impressão de que a composição do gás parecia estar mais forte, demorando mais para dispersar e causando uma sensação de intoxicação mais aguda.
A partir deste episódio seguiu-se, literalmente, uma perseguição por parte da polícia que se estendeu pela Avenida 9 de Julho até o fim do ato, que deveria ter acontecido na Praça Oswaldo Cruz. Enquanto os jovens seguiam em direção ao Viaduto Dr. Plínio de Queirós, para alcançar a região do MASP, na Avenida Paulista, a Policia Militar seguia o bloco de longe, porém sempre lançando bombas de efeito moral e atirando com armas de bala de borracha. No intuito de gerar alguma defesa, pequenas barricadas foram montadas durante o caminho com materiais que encontravam pela rua.
Já na Avenida Paulista, o trânsito no sentido Paraíso foi bloqueado e o protesto seguiu por esta via. Entretanto, quando a PM chegou, a reação não foi diferente da atuação vista minutos antes. Pelo contrário. Mesmo com o grande público que lotava as cadeiras dos bares nas calçadas, os tiros e lançamentos prosseguiram com maior intensidade. Em meio aos ataques e os elementos da rua que eram utilizados como barricadas, clientes tentavam se proteger entrando nos bares e formando grandes tumultos.
A intenção de realizar a dispersão da atividade na Pça. Oswaldo Cruz, por volta das 20h30, foi frustrada pela ira da polícia que seguiu com sua ofensiva. Alguns jovens tentaram se proteger entrando no Shopping Paulista, que, por mais de uma hora, permaneceu obstruído por um grande número de policiais que decidiam quem poderia entrar ou sair do local.
Outros manifestantes tiveram de seguir pelas ruas do bairro, com receio da polícia que ainda rondava as ruas, como se estivessem procurando criminosos.
O aumento
Desde o último domingo (2) as tarifas dos ônibus, do metrô e dos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) aumentaram de R$ 3,00 para R$ 3,20. Um reajuste de 6,7%.
No Rio de Janeiro, Natal e Goiânia também houveram protestos
Em São Paulo já estão marcadas novas manifestações para esta sexta-feira (07), às 17h, no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste e na próxima terça-feira (11), também às 17h, na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista.
Em defesa dos trabalhadores e pelo livre direito de se manifestar
A INTERSINDICAL repudia a violência aplicada por parte da Polícia Militar do Estado de São Paulo na noite de ontem. A ofensiva em níveis de guerra civil contra manifestantes que não aceitam o aumento sobre um valor que, em si mesmo, já é um absurdo, só demonstra que o Governo do Estado e do Município estão totalmente unidos e não medirão esforços para seguir em frente com seu modelo de gestão privatista.
Lutar é um direito de todos e todas, assim como o acesso à cidade que, com este reajuste, se torna ainda mais comprometida para a classe trabalhadora.
Drogas, equívocos e soluções
Artigo postado no Brasil de Fato
Internações podem ser úteis em situações de crise ou surto. Nunca como solução. Todo drogado grita em outra linguagem: “Eu quero ser amado!”
Frei Betto,
O fenômeno das drogas atinge todos nós. Não há exceção. Ainda que você não tenha um dependente químico na família, o perigo reside no assalto. Nada pior do que ser assaltado por uma pessoa drogada. Qualquer gesto, por mais inocente, pode representar na cabeça dele uma reação que merece a morte.
Não é apenas nas ruas que a existência de grande número de viciados preocupa. Em todas as classes sociais há quem seja dependente de drogas. Não somente das proibidas, como cocaína e ópio, mas também das que se podem adquirir em farmácias (com receitas falsas) ou em hospitais (por desvio). Nos dois casos, uma grana extra faz do funcionário um corrupto, e a droga de tarja preta chega fácil às mãos do usuário.
Famílias de classes média e alta conhecem a tortura do que significa ter um parente dependente químico. Por sua vez, o poder público, incomodado com a paisagem urbana das cracolândias, advoga a internação compulsória. Medida, aliás, adotada por certas famílias com recursos para pagar internação em clínicas de (suposta) recuperação.
Restam as perguntas que não querem calar, mas que famílias e poder público insistem em abafar: o que induz uma pessoa a consumir drogas? Qual a solução para o problema?
Se amanhã hóstia de igreja, que é oferecida gratuitamente, virar grife, terá preço de mercado, como jeans esfarrapados vendidos hoje em lojas sofisticadas. Ocorre que só quem comunga por razões religiosas consome hóstias. Do mesmo modo, o narcotráfico – que deve ser combatido com todo rigor – só existe porque há um amplo e voraz mercado de consumo.
O que leva uma pessoa a consumir drogas é a carência de autoestima. Sentindo-se inferior, desamada, pressionada pelo estresse competitivo, ela encontra nas drogas o recurso para alterar seu estado de consciência. Assim, se sente bem melhor do que ao enfrentar, de cuca limpa, a realidade. Sobretudo com certas drogas, como a cocaína, que imprimem sensação de onipotência.
Todo drogado é um místico em potencial. Sabe que a felicidade é uma experiência da subjetividade. Nada fora do ser humano é capaz de trazer felicidade. Dê a um dependente químico barras de ouro para que abandone a droga e inicie vida nova. Ele logo tratará de vendê-las para comprar drogas.
A droga decorre de nossa escala de valores. Há nisso forte componente educativo. Se um jovem é educado priorizando como valores riqueza, sucesso, poder e beleza, tende a se tornar vulnerável às drogas. Elas funcionarão, periódica e provisoriamente, como cobertor ao frio de suas ambições frustradas.
Alerto meus amigos que têm filhos pequenos: deem a eles muita atenção e carinho, especialmente até que completem 12 anos. Internações podem ser úteis em situações de crise ou surto. Nunca como solução. Todo drogado grita em outra linguagem: “Eu quero ser amado!”
E o poder público, o que fazer diante desta epidemia química? Internação compulsória? Funciona provisoriamente como limpeza da paisagem urbana. Em um país como o nosso, em que o sistema de saúde é tão precário, difícil acreditar que existam clínicas de internação em número suficiente para atender todos os dependentes e que tenham suficiente pedagogia de recuperação.
A solução talvez não seja fácil para aqueles que já romperam vínculos familiares. Contudo, há, sim, solução preventiva se o poder público cumprir seu dever de assegurar a todas as crianças e jovens educação de qualidade. Um jovem que sonha ser um profissional competente jamais entrará nas drogas se tiver educação garantida, sobretudo centrada em valores altruístas, solidários, espirituais.
Morei cinco anos em favela. Aprendi que nenhum traficante deseja que seu filho siga os seus passos. O sonho é que o filho seja doutor. Portanto, no dia em que o poder público levar aos ninhos do tráfico mais escolas, música, teatro, academias de ginástica, bibliotecas, e menos batidas policiais e balas “perdidas”, teremos menos viciados e traficantes.
Portugal ensinou muito ao Brasil: o idioma, o prazer do queijo, a religiosidade cristã, a arte sacra, o gosto pela literatura etc. É hora de aprendermos também com Portugal como lidar com as drogas. Lisboa é a capital europeia com menor índice de homicídios.
Frei Betto é escritor, autor do romance sobre drogas “O Vencedor” (Ática), entre outros livros.
domingo, 2 de junho de 2013
sábado, 1 de junho de 2013
A verdade sobre a Copa do Mundo 2014/Jogos Olimpicos 2016
Vamos curtir e compartilhar esse vídeo depoimento que relatam as remoções das casas para promover a Copa do Mundo 2014, Quem ganham com as remoções são os Especuladores, os Capitalistas os Corruptos. O povo cada vez mais na miséria e a mídia burguesa não pauta o que está acontecendo no Rio de Janeiro e em todos os estados do Brasil. Carlos Roberto Kaká - PSOL OSASCO e INTERSINDICAL.