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domingo, 13 de setembro de 2015

Intersindical não participa de ato dia 18/09 em SP

Por: Intersindical Central da Classe Trabalhadora

Intersindical

CSP Conlutas, CGTB, PSTU e PPL, entre outras organizações, estão chamando um ato dia 18/09 em São Paulo cujo eixo principal é o Fora Dilma.

A Intersindical – Central da Classe Trabalhadora não participará dessa atividade e considera seu eixo um grave equívoco.

Em nossa opinião, o momento é de unir os setores dispostos a combater o ajuste fiscal e a chamada Agenda Brasil, além de conter e derrotar as saídas que a direita quer impor ao país. Que os ricos paguem a conta da crise produzida pela lógica do capital!

Foi por isso que participamos da grande manifestação em São Paulo no dia 20/08, bem como das atividades unitárias em outras capitais onde prevaleceu a convocatória unificada.

Frente de Mobilização

Na última quinta-feira, dia 03, reuniram-se na sede da Intersindical inúmeras organizações, como MTST, centrais sindicais, UNE, PSOL entre outras que fizeram um balanço positivo das manifestações do dia 20/08 e decidiram conformar uma frente de mobilização para seguir a luta. Na próxima semana, essas organizações voltam se reunir para avançar na definição da Frente e apontar mobilizações unitárias.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Promotoria afirma que população mais pobre é a mais atingida pelos cartéis dos trens de São Paulo

Postado: Brasil de Fato

Condutas anticompetitivas fazem a população pagar mais caro e, paralelamente, receber serviços de qualidade inferior, afirmam promotores na ação em que pedem dissolução de 9 empresas e devolução de quase R$ 1 bi para o Tesouro.

Da Redação

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Crédito: Edson Lopes Jr./A2

O Ministério Público Estadual afirma que a população de São Paulo ‘sofre’ com o cartel dos trens nos contratos bilionários do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) feitos durante os governos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB.

“Quem mais sofreu e ainda sofre com os desmandos decorrentes da divisão premeditada das fatias desse mercado é a população de baixa renda que depende dos trens para se locomover e, assim, ter acesso ao trabalho e, em última análise, garantir a própria subsistência”, aponta a ação.

A ação que tramita na Justiça nesta quinta-feira, 10, pede dissolução de nove empresas, entre elas as multinacionais Siemens, Alstom, CAF, MPE e Bombardier, além da devolução de quase R$ 1 bilhão ao Tesouro. Promotores que integram a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social afirmam que ‘os fatos deixam evidente que toda a sociedade paulista, sobretudo a população da Grande São Paulo, foi e continua sendo lesada de forma difusa pelas práticas anticompetitivas instituídas e operadas pelas demandadas’.

Segundo os promotores, houve formação de cartel em contratos de manutenção de 88 trens das séries 2000, 2100 e 3000 da CPTM, firmados em outubro e novembro de 2007 (governo José Serra, do PSDB) e com aditamentos em 2011 e 2012 (governo Geraldo Alckmin, PSDB).

“Coube à sociedade suportar o ônus financeiro pela prática criminosa do cartel”, afirmam os promotores. “A população ordeira, cumpridora de seus deveres tributários, teve que pagar mais caro em razão das condutas anticompetitivas. Em contrapartida, recebeu serviços de qualidade inferior àqueles que receberia se tivesse havido competição. Portanto, além do prejuízo financeiro, houve manifesto prejuízo social, com dispêndio excessivo e indevido de gastos suportados pela CPTM.”

Posicionamento

A CPTM afirma não ter sido notificada sobre essa ação. A Companhia informa ter ingressado na Justiça contra 19 empresas para exigir ressarcimento aos cofres públicos.

A CAF informou que não se manifestará sobre o assunto. A Alstom destacou que apresentará sua defesa “às autoridades competentes”. A MPE afirmou que “não tem nada a esconder e sempre colaborou com a Justiça.”

A Tejofran afirma que não foi notificada dos termos da ação, mas reiterou que participou de consórcio conforme permitido pela legislação. “A empresa obedeceu exatamente às disposições do edital e realizou todos os serviços previstos em contrato, com preços competitivos, razão pela qual venceu a disputa.”

A Siemens assinalou que, por iniciativa própria, “compartilhou com o CADE e demais autoridades informações que deram origem às atuais investigações quanto às possíveis práticas de formação de um cartel em contratos do setor metroferroviário.”

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

STF abre ação contra deputado Paulinho da Força por suspeita de fraude e lavagem de dinheiro

Por: Brasil de Fato

Ministério Público alega que o parlamentar se beneficiou de um esquema de fraudes que desviou dinheiro de empréstimos do BNDES; Paulinho é tido como um dos principais aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Da Redação

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Paulinho da Força | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu ação penal contra o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, na terça-feira (8). O parlamentar foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por envolvimento em crimes contra o sistema financeiro e de lavagem de dinheiro, além de formação de quadrilha.

A procuradoria alega que ele se beneficiou de um esquema de fraudes que desviou dinheiro de empréstimos de financiamentos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à prefeitura de Praia Grande (SP) e às Lojas Marisa.

Segundo a denúncia, para desviar o dinheiro, os envolvidos falsificavam notas fiscais para explicar a aplicação do dinheiro repassado pelo banco. João Pedro de Moura, ex-assessor do deputado e ex-integrante da Força Sindical no conselho do BNDES, era o facilitador do esquema.

“O denunciado [deputado], em troca de favores políticos, recebia uma parte das comissões. Que era paga à quadrilha e beneficiários desses empréstimos concedidos pelo BNDES”, disse o subprocurador Paulo Gonet.

O ministro Teori Zavascki, relator da ação penal contra o deputado, diz que as conversas telefônicas gravadas pela polícia indicam os desvios. A aceitação da denúncia foi acompanhada pelos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, em sessão da Segunda Turma do STF.

Cheques e planilhas apreendidos mostram a divisão dos valores recebidos por consultorias inexistentes na conta da ONG Meu Guri, que funciona no mesmo prédio da Força Sindical, para ocultar a origem do dinheiro.

Defesa

A defesa de Paulinho alega que ele não tem envolvimento no suposto esquema e que foi vítima de "tráfico de influência" por membros da suposta quadrilha. Estes usariam o nome do deputado, segundo seu advogado, para justificar o valor dos serviços de consultoria cobrados pela empresa.

Na tribuna, o advogado Marcelo Leal afirmou "A fim de aumentar sua participação no resultado do trabalho de consultoria, criaram uma ficção de que algumas pessoas, entre elas Paulo Pereira da Silva, receberia um valor que incorporava o valor que eles receberiam".

Paulinho é presidente nacional do partido Solidariedade e presidente licenciado da Força Sindical. Atualmente, é tido como um dos principais aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e um opositor da presidente Dilma Rousseff, sobre a qual defende o impeachment.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Abraço simbólico na Sé marca o Grito dos Excluídos em SP

Por: Intersindical Central da Classe Trabalhadora

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A 21ª edição do Grito dos Excluídos em São Paulo, realizada hoje pela manhã (7) na frente da Catedral da Sé, foi marcada por um abraço simbólico para lembrar as duas mortes ocorridas nas escadarias da igreja, na última sexta-feira (4).

“O que aconteceu aqui é o retrato de uma sociedade desumana que não quer entender o fato. Estamos esperando os laudos da polícia técnica e do IML porque o Luiz e o Francisco foram alvejados. A quantidade de disparos efetuados pela polícia admira e espanta, o que houve foi uma verdadeira execução”, afirmou o padre Júlio Lancelotti, da Pastoral de Rua.

“A mídia joga um como herói e outro como bandido, mas os dois são vítimas de um sistema desumano que desagrega o pensamento e a individualidade, um sistema que brutaliza, que machuca”, disse Lancelotti.

O papel da mídia faz parte do tema da 21ª edição do o Grito dos Excluídos deste ano: “Que País é Este, Que Mata Gente, Que a Mídia Mente e Nos Consome”.

Trabalhadores

Edilson Montrose, militante da Intersindical Central da Classe Trabalhadora e do Coletivo Bancários na Luta, reforçou a luta dos trabalhadores contra as investidas do capital e do neoliberalismo.

“Estamos num período de luta com peculiaridades, o ajuste fiscal, esse estelionato eleitoral dos aliados ao grande capital e essa direita com base fascista que nunca deixou de existir. Nosso grito é contra eles!”, disse Edilson, sob palmas e aprovação geral dos participantes do ato.

“Queremos sim ser incluídos em outro modo de produção, outro modo de viver, que dê terra para todos os trabalhadores sem terra, teto para todos os trabalhadores sem teto, justiça e igualdade para todos, queremos um sistema que não exclua, um sistema que não seja gerido pelo capital”, continuou Edilson.

O Grito dos Excluídos, ato que ocorre tradicionalmente em todo 7 de Setembro, é organizado por pastorais sociais, movimentos populares e centrais sindicais.

Clique aqui e baixe o informativo deste ano.

Veja as imagens do ato: http://www.intersindicalcentral.com.br/grito-dos-excluidos-sp-2015/

R$ 35 BI DE DÉFICIT. R$ 452 BILHÕES DE JUROS

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

imagemmenor.phpO governo anuncia sua proposta orçamentária para 2016, prevendo um déficit de R$ 35 bilhões, ou 0,5% do PIB. 

Ruim, mas não mortal. A maioria dos países europeus, hoje – e já há tempos – têm déficits orçamentários imensamente maiores. Os EUA, nem se fala: estão comemorando a queda de seu déficit para “apenas” US$ 431 bilhões – R$ 1,55 trilhão, ou 2,4% do PIB americano.

Mas como fazer superávit – em tese para pagar encargos da dívida pública e reduzir seu montante – se o Banco Central, com apoio do governo, eleva sistematicamente a taxa que incide sobre esta dívida e obriga o país a, hoje, despender com juros R$ 452 bilhões, ou 7,92% do PIB?

Não é possível fazer superávit sem atividade econômica que gere arrecadação e é impossível sustentar a atividade econômica se, além da paralisia provocada pela Lava Jato (e que se estende muito além das obras com suspeitas) e da crise internacional, a própria área econômica do Governo diz -por palavras e atos – que quer fazê-la cair em nome de um combate a inflação que, francamente, só um louco pode dizer que, no Brasil, tem na demanda um fator de elevação?

É hora de o Governo brasileiro ver que, ao lado do arrocho necessário nos gastos públicos, é preciso que se restaure a confiança na economia, o que não se dá com uma simples conta de superávit ou déficit público, mas com a retomada de um mínimo de dinamismo nos investimentos e no consumo das famílias.

Os comentaristas econômicos, que gostam tanto de comparar esta questão do superávit a “uma família que gasta mais do que ganha”, nunca dizem que, mesmo que a família gaste menos, jamais haverá equilíbrio se seus ganhos (neste caso, a arrecadação) minguarem à penúria.

O Brasil não quer se negar aos capitais, nem pretende que eles invistam em títulos públicos e financiem o governo a juros irrisórios.

Mas tem de ter coragem de se negar a ser um playground do capital.

Que não vai fugir do Brasil, não aquele que mais importa, o que traz empresas, produção, emprego e desenvolvimento.

O outro, corre para os bonds do Tesouro Americano por qualquer tremor na China ou 0,5% de juros do Federal Reserve.

E olhe lá, porque o Brasil é bom negócio.

Mas, para isso, o Governo deve abandonar a “síndrome do molambo”, esta sua compulsão irresistível de remendar situações e assumir claramente suas metas.

Assumir e fazê-las factíveis, porque prometer, como se fez, superávit de 1,2% do PIB e, ao mesmo tempo, eliminar qualquer possibilidade de obtê-lo por forçar durante seis meses uma “aceleração da recessão”, com sucessivos aumentos da taxa de juros, é algo incompreensível.

O Brasil vei se reequilibrar andando, e este deve ser o esforço. Não irá, porém, fazê-lo parando.